HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Um rapaz de 28 anos, vítima de queda de motocicleta, necessitou de drenagem de tórax por hemotórax associado a fratura de dois arcos costais à direita. Não apresenta outras lesões significativas. Está estável e consciente. Está hoje no quinto dia pós-drenagem. Débitos diários do dreno: 1º dia: 400 mL, conteúdo hemático; 2º dia: 300 mL, conteúdo sero-hemático, escuro (espesso); 3º dia: 300 mL, conteúdo sero-hemático, claro; 4º dia: 150 mL, conteúdo seroso; 5º dia: 90 mL, conteúdo seroso. O dreno continua oscilante. Não há evidência de escape aéreo, mesmo com manobra de Valsalva. Murmúrio vesicular presente bilateralmente, simétrico. FR: 14 irpm; saturação: 98%, em ar ambiente. Em relação à retirada do dreno, é correto afirmar:
Dreno torácico: Retirar se débito < 100-150 mL/dia (seroso), sem escape aéreo e pulmão expandido.
Os critérios para retirada de dreno torácico incluem débito baixo (geralmente < 100-150 mL/dia de líquido seroso ou sero-hemático claro), ausência de escape aéreo e evidência clínica/radiológica de reexpansão pulmonar. A oscilação do dreno indica que ele ainda está em cavidade pleural e funcional, mas não é um critério isolado para mantê-lo se os outros critérios forem atendidos.
A drenagem torácica é um procedimento comum em pacientes com trauma torácico, pneumotórax, hemotórax ou derrames pleurais. A decisão de retirar o dreno é crucial para evitar complicações e otimizar a recuperação do paciente, baseando-se em critérios clínicos e radiológicos bem estabelecidos. Os principais critérios para a retirada do dreno torácico incluem um débito de líquido pleural baixo, geralmente inferior a 100-150 mL em 24 horas, e que o líquido seja seroso ou sero-hemático claro, indicando que o sangramento ou o processo inflamatório agudo cessou. A ausência de escape aéreo, mesmo com manobras de Valsalva, é fundamental para garantir que não há fístula broncopleural ativa. Além disso, a reexpansão pulmonar completa, confirmada por exame físico e radiografia de tórax, é um pré-requisito. A oscilação do dreno, embora indique sua permeabilidade e posicionamento intrapleural, não é um critério para mantê-lo se os demais requisitos forem cumpridos. A manutenção desnecessária do dreno aumenta o risco de infecção, dor e desconforto para o paciente, prolongando a internação.
Os critérios incluem débito de líquido pleural inferior a 100-150 mL em 24 horas (preferencialmente seroso), ausência de escape aéreo e evidência de reexpansão pulmonar em radiografia de tórax.
Não. A oscilação indica que o dreno está pérvio e em cavidade pleural, mas não é um critério isolado para mantê-lo se os outros critérios de retirada (débito baixo, sem escape aéreo) forem preenchidos.
Manter um dreno por tempo excessivo aumenta o risco de infecção (empiema), dor, desconforto, formação de fístulas e prolongamento da internação hospitalar.
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