Dreno Torácico: Critérios de Retirada e Manejo Pós-Trauma

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023

Enunciado

Um senhor de 62 anos, vítima de queda da própria altura apresenta fratura do terceiro e quarto arco costal, com hemo-pneumotórax a direita. Está no quinto dia de internação com drenagem tóracica e mantém a queixa de dor em arcos costais, principalmente durante a inspiração. Nas últimas 24 horas de internação, o débito do dreno foi de 65 ml e não há mais escape de ar no frasco. A conduta mais adequada seria:

Alternativas

  1. A) Indicar videotoracoscopia para limpeza da cavidade tóracica
  2. B) Retirar o dreno torácico e realizar radiografia tóracica de controle
  3. C) Manter o dreno torácico e iniciar aspiração contínua do selo d água
  4. D) Realizar nova drenagem torácica guiada com tomografia computadorizada

Pérola Clínica

Dreno torácico: débito < 100-150ml/24h e ausência de escape de ar → Retirada + RX controle.

Resumo-Chave

A retirada do dreno torácico é indicada quando o débito diminui significativamente (geralmente < 100-150 ml em 24 horas) e não há mais escape de ar. A dor residual é comum em fraturas costais e não contraindica a retirada se os critérios forem atendidos. Um RX de controle é essencial para avaliar a expansão pulmonar e a ausência de coleções residuais.

Contexto Educacional

A drenagem torácica é um procedimento comum no manejo de hemopneumotórax, pneumotórax e derrames pleurais. A decisão de retirar o dreno é baseada em critérios objetivos para garantir a segurança do paciente e evitar complicações. É crucial que residentes compreendam esses critérios para otimizar o tratamento e reduzir o tempo de internação. Os principais critérios para a retirada do dreno incluem um débito de fluido seroso ou sero-hemático inferior a 100-150 ml em 24 horas, a ausência de escape de ar (bolhas no selo d'água) por pelo menos 12-24 horas, e a melhora radiológica com expansão pulmonar adequada. A dor residual, especialmente em casos de fraturas costais, é um sintoma comum e deve ser manejada com analgesia adequada, mas não deve atrasar a retirada do dreno se os outros critérios forem preenchidos. Após a retirada do dreno, uma radiografia de tórax de controle é indispensável para confirmar a expansão pulmonar e descartar a recorrência de pneumotórax ou a formação de novas coleções. O acompanhamento clínico do paciente é fundamental para monitorar qualquer sinal de complicação e garantir uma recuperação completa.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a retirada de um dreno torácico?

Os critérios incluem débito de fluido inferior a 100-150 ml em 24 horas, ausência de escape de ar e melhora clínica e radiológica do paciente.

Por que é importante realizar uma radiografia de tórax após a retirada do dreno?

A radiografia de tórax de controle é fundamental para confirmar a expansão pulmonar completa, descartar a formação de novas coleções pleurais ou pneumotórax residual e avaliar a condição geral do tórax.

A dor torácica residual em fraturas de costela contraindica a retirada do dreno?

Não, a dor residual devido às fraturas costais é esperada e não contraindica a retirada do dreno, desde que os critérios objetivos de drenagem (débito e escape de ar) sejam atendidos.

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