Retinosquise Ligada ao X: Diagnóstico e Padrão Macular

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

Qual das distrofias retinianas abaixo está mais tipicamente associada a espaços cistoides maculares centrais em padrão radial?

Alternativas

  1. A) Coroideremia.
  2. B) Distrofia de cones.
  3. C) Fundus flavimaculatus.
  4. D) Retinosquise congênita ligada ao X.

Pérola Clínica

Espaços cistoides maculares em padrão radial + ERG com onda b ↓ = Retinosquise ligada ao X.

Resumo-Chave

A retinosquise ligada ao X (XLRS) caracteriza-se pela separação das camadas da retina (esquise) devido a mutações no gene RS1, manifestando-se como cistos foveais radiais que não coram na angiofluoresceinografia.

Contexto Educacional

A retinosquise congênita ligada ao X é uma das principais causas de perda visual em jovens do sexo masculino. O diagnóstico diferencial envolve outras distrofias, mas o padrão macular estrelado e o ERG negativo são patognomônicos. O manejo foca em auxílios ópticos e tratamento de complicações como descolamento de retina ou hemorragia vítrea. Clinicamente, a acuidade visual costuma estar entre 20/60 e 20/200. A tomografia de coerência óptica (OCT) é fundamental para visualizar a esquise nas camadas plexiforme externa e nuclear interna. O uso de inibidores da anidrase carbônica tópicos pode ser tentado para reduzir os espaços cistoides, embora a resposta seja variável.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a mácula na retinosquise ligada ao X?

A característica clássica é a presença de espaços cistoides foveais dispostos em um padrão radial ou 'em roda de carroça'. Diferente do edema macular cistoide clássico, esses espaços ocorrem devido à separação das camadas da retina (esquise) e não apresentam vazamento de corante na angiofluoresceinografia, pois não há quebra da barreira hematorretiniana.

Qual o achado típico no eletrorretinograma (ERG) da XLRS?

O ERG costuma apresentar um padrão 'negativo', onde há uma redução seletiva da amplitude da onda b (origem nas células bipolares e de Müller) com preservação relativa da onda a (origem nos fotorreceptores). Isso reflete a disfunção na transmissão sináptica entre fotorreceptores e células bipolares causada pela deficiência da proteína retinosquisina.

Qual a base genética da retinosquise congênita?

É uma condição recessiva ligada ao cromossomo X, causada por mutações no gene RS1, que codifica a proteína retinosquisina. Esta proteína é essencial para a adesão celular e integridade estrutural das camadas retinianas. Por ser ligada ao X, afeta quase exclusivamente pacientes do sexo masculino.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo