CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Durante o exame de retinoscopia sob cicloplegia de uma criança, o reflexo é neutralizado com a lente de -4,00 DE quando a faixa é disposta verticalmente a 90º e com a lente de +1,00 DE quando a faixa é disposta horizontalmente a 180º. Qual alternativa apresenta a refração da criança, considerando que a distância de trabalho foi de 0,67 metros?
Refração Final = Lente de Neutralização - Lente de Trabalho (D = 1/distância).
A retinoscopia exige a subtração da lente de trabalho (inverso da distância em metros) do valor de neutralização para obter a refração real do paciente.
A retinoscopia é uma técnica objetiva vital para determinar o erro refrativo, especialmente em crianças sob cicloplegia, onde a acomodação é paralisada para garantir medidas precisas. A técnica baseia-se na observação do movimento do reflexo luminoso na pupila (movimento 'com' ou 'contra'). A precisão do exame depende estritamente da manutenção de uma distância de trabalho constante. Erros na compensação dessa distância são causas comuns de prescrições incorretas. Além disso, a correta transposição entre os meridianos e a forma esferocilíndrica é uma habilidade técnica exigida em exames de título e na prática oftalmológica diária para a confecção de óculos e lentes de contato.
A lente de trabalho (ou constante de trabalho) é calculada pelo inverso da distância entre o examinador e o paciente em metros (D = 1/d). No caso de uma distância de 0,67 metros, a lente de trabalho é 1 / 0,67 ≈ 1,50 Dioptrias (D). Este valor deve ser sempre subtraído algebricamente do valor da lente que neutralizou o reflexo pupilar para compensar a divergência dos raios de luz que saem do olho do paciente.
Na retinoscopia de um olho astigmata, neutralizam-se os dois meridianos principais separadamente. Se a faixa está vertical (90°), você está avaliando o poder do meridiano horizontal (180°). Se a faixa está horizontal (180°), avalia-se o meridiano vertical (90°). No exemplo, a neutralização em 90° com -4,00 e em 180° com +1,00 resulta, após subtrair a lente de trabalho (1,50), em -5,50 no meridiano de 180° e -0,50 no meridiano de 90°.
Após subtrair a lente de trabalho, temos os poderes nos dois meridianos: -5,50 D a 180° e -0,50 D a 90°. Para escrever na forma esferocilíndrica com cilindro positivo: escolhe-se o valor mais negativo como esfera (-5,50 D). O cilindro é a diferença aritmética entre os dois valores (-0,50 - (-5,50) = +5,00 D). O eixo do cilindro positivo é o meridiano do valor mais positivo (ou menos negativo), que neste caso é 180°. Portanto: -5,50 DE +5,00 DC x 180°.
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