Retinopexia Pneumática: Indicações e Critérios de Sucesso

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Qual destas lesões teria maior possibilidade de sucesso se tratada com retinopexia pneumática?

Alternativas

  1. A) Rotura com extensão de menos de 1 h localizada às 10 h
  2. B) Rotura com extensão de 2 h localizada às 12 h
  3. C) Rotura com extensão de menos de 1 h localizada às 6 h
  4. D) Rotura com extensão de 2 h localizada às 7 h

Pérola Clínica

Retinopexia pneumática → Ideal para roturas únicas, superiores (8h às 4h) e < 1 hora de extensão.

Resumo-Chave

A técnica depende da flutuabilidade da bolha de gás; por isso, lesões superiores são ideais. Lesões inferiores (6h-7h) ou muito extensas têm alta taxa de falha devido à gravidade.

Contexto Educacional

A retinopexia pneumática é um procedimento ambulatorial menos invasivo que a introflexão escleral ou a vitrectomia. Consiste na injeção de uma bolha de gás expansível na cavidade vítrea, seguida de criopexia ou laser para selar a rotura. A seleção rigorosa do paciente é o fator determinante para o sucesso, que gira em torno de 70-80% em casos ideais. Fisiopatologicamente, o gás atua bloqueando a passagem de fluido do vítreo para o espaço sub-retiniano. A localização da rotura às 10h com menos de 1h de extensão (Alternativa A) preenche perfeitamente os critérios de localização superior e pequena dimensão, garantindo o melhor prognóstico entre as opções apresentadas.

Perguntas Frequentes

Quais as principais indicações da retinopexia pneumática?

A retinopexia pneumática é indicada principalmente para descolamentos de retina regmatogênicos causados por uma única rotura ou um grupo de roturas pequenas localizadas nos dois terços superiores da retina (entre 8 e 4 horas). O paciente deve ser capaz de manter o posicionamento da cabeça pós-operatório para que a bolha de gás tamponize a rotura adequadamente.

Por que roturas superiores têm maior sucesso?

O sucesso depende da força de flutuabilidade da bolha de gás injetada no vítreo. Como o gás tende a subir, ele exerce pressão contra a retina superior, fechando a rotura e permitindo a reabsorção do fluido sub-retiniano. Roturas inferiores (como às 6h) não são alcançadas pela bolha de forma eficaz sem posicionamentos extremos e desconfortáveis.

Quais gases são utilizados no procedimento?

Os gases mais comuns são o perfluorpropano (C3F8) e o hexafluoreto de enxofre (SF6). O SF6 permanece no olho por cerca de 2 semanas, enquanto o C3F8 pode durar até 6 a 8 semanas. A escolha depende da necessidade de tempo de tamponamento e das características do descolamento.

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