HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
Sobre o tratamento da Retinopatia da Prematuridade (ROP), assinale a alternativa correta.
Terapia antiangiogênica para ROP é opção adjuvante ou de resgate, não primeira escolha, e não garante cura definitiva.
Embora a laserterapia ainda seja o padrão-ouro para a Retinopatia da Prematuridade (ROP) de doença limiar, a terapia antiangiogênica, com injeção intravítrea de medicamentos como bevacizumab, tem ganhado espaço como uma opção valiosa. Ela é particularmente útil em casos de falha do laser, doença agressiva posterior ou quando a anatomia ocular dificulta o laser, mas não é a terapia de escolha inicial e não confere cura definitiva, exigindo acompanhamento rigoroso.
A Retinopatia da Prematuridade (ROP) é uma doença vasoproliferativa da retina que afeta bebês prematuros, sendo uma das principais causas de cegueira infantil evitável. O rastreamento precoce e o tratamento oportuno são cruciais para preservar a visão. A decisão terapêutica depende da zona, estágio e presença de doença "plus", que indica atividade e risco de descolamento de retina. Historicamente, a laserterapia (fotocoagulação a laser) tem sido o tratamento padrão-ouro para a ROP de doença limiar, visando destruir a retina avascular periférica e interromper a produção de fatores angiogênicos. No entanto, a terapia antiangiogênica, com a injeção intravítrea de medicamentos como o bevacizumab, emergiu como uma alternativa promissora. Esses agentes bloqueiam o Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF), um dos principais mediadores da neovascularização patológica na ROP. A terapia antiangiogênica é particularmente útil em casos de ROP agressiva posterior, doença em Zona I, ou quando a laserterapia é tecnicamente difícil ou falha. Ela pode ser usada como terapia primária em certas situações ou como adjuvante ao laser. É importante ressaltar que, embora eficaz, a injeção de antiangiogênicos não garante a cura definitiva, havendo risco de recorrência e necessidade de acompanhamento oftalmológico prolongado. Além disso, os efeitos sistêmicos potenciais desses medicamentos em prematuros ainda estão sendo estudados, e eles não são isentos de riscos.
O tratamento padrão-ouro para a Retinopatia da Prematuridade (ROP) de doença limiar é a fotocoagulação a laser (laserterapia), que visa destruir a retina avascular periférica e interromper a progressão da doença.
A terapia antiangiogênica é indicada em casos de ROP agressiva posterior, doença em Zona I, quando a laserterapia falha ou é tecnicamente difícil, e como terapia adjuvante. Ela não é a primeira escolha para a maioria dos casos de doença limiar.
Os benefícios incluem a regressão da neovascularização e a preservação da visão. Os riscos potenciais envolvem efeitos sistêmicos devido à absorção do medicamento, como supressão do VEGF sistêmico, e a necessidade de acompanhamento prolongado devido ao risco de recorrência da doença.
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