UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
A intervenção pós-natal que comprovadamente reduz a incidência de retinopatia da prematuridade é:
ROP → controle rigoroso da oxigenoterapia neonatal = ↓ incidência e gravidade.
A retinopatia da prematuridade é uma doença vasoproliferativa da retina em prematuros, e a principal intervenção comprovada para reduzir sua incidência é o controle rigoroso da administração de oxigênio, evitando tanto hipóxia quanto hiperóxia.
A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma doença vasoproliferativa que afeta a retina de recém-nascidos prematuros, sendo uma das principais causas de cegueira infantil evitável. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso ao nascer. O desenvolvimento da ROP é multifatorial, mas a oxigenoterapia pós-natal desempenha um papel central em sua patogênese. A fisiopatologia da ROP envolve duas fases. A fase 1 é caracterizada pela interrupção do desenvolvimento vascular retiniano normal devido à hiperóxia relativa no ambiente extrauterino, levando à obliteração dos vasos imaturos. A fase 2 ocorre quando a retina se torna isquêmica devido à demanda metabólica aumentada e à vascularização insuficiente, estimulando a liberação de fatores angiogênicos (como o VEGF) e resultando em neovascularização patológica. A intervenção pós-natal mais comprovada e eficaz para reduzir a incidência e gravidade da ROP é o controle rigoroso da administração de oxigênio, mantendo a saturação de oxigênio dentro de limites terapêuticos estreitos (geralmente 89-94% ou 90-95%, conforme protocolos). Evitar tanto a hipóxia quanto a hiperóxia é fundamental. Outras medidas, como o uso de vitamina E ou A, ou restrição de luz, não demonstraram o mesmo impacto significativo na prevenção da doença. O rastreamento oftalmológico regular em prematuros de risco é essencial para o diagnóstico precoce e tratamento, quando necessário.
A ROP ocorre em duas fases: inicialmente, a hiperóxia (ou hipóxia) pós-natal interrompe o desenvolvimento vascular normal da retina. Em seguida, a retina torna-se isquêmica, levando à neovascularização patológica e risco de descolamento de retina.
O controle rigoroso do oxigênio evita a hiperóxia, que suprime o crescimento vascular normal da retina, e a hipóxia, que estimula a neovascularização. Manter a saturação de oxigênio dentro de uma faixa alvo estreita é essencial.
Os principais fatores de risco são a prematuridade extrema (menor idade gestacional e menor peso ao nascer), instabilidade clínica, infecções, transfusões sanguíneas e, principalmente, a oxigenoterapia inadequada.
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