FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Na retinopatia da prematuridade, a cegueira decorre
ROP grave → vascularização anormal → tração/descolamento de retina → cegueira.
A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma doença vasoproliferativa que afeta a retina imatura de bebês prematuros. Em seus estágios avançados, a proliferação de vasos anormais e tecido fibroso pode levar à tração e, consequentemente, ao descolamento da retina, que é a principal causa de cegueira irreversível.
A Retinopatia da Prematuridade (ROP) é uma doença vasoproliferativa que afeta a retina imatura de bebês nascidos prematuramente, sendo uma das principais causas de cegueira evitável na infância. A retina de um bebê prematuro ainda não está totalmente vascularizada, e a exposição a fatores como oxigênio suplementar, infecções e instabilidade hemodinâmica pode interromper o desenvolvimento normal dos vasos sanguíneos, levando à proliferação de vasos anormais. A fisiopatologia da ROP envolve duas fases: uma fase inicial de vaso-obliteração e uma fase posterior de neovascularização. Na primeira fase, a retina periférica torna-se isquêmica devido à interrupção do crescimento vascular normal. Na segunda fase, em resposta à isquemia, há uma liberação excessiva de fatores de crescimento (como o VEGF), que estimulam o crescimento desordenado de novos vasos sanguíneos (neovascularização) e tecido fibroso na superfície da retina e no vítreo. A cegueira na ROP ocorre nos estágios mais avançados da doença (estágios 4 e 5), quando a proliferação fibrovascular causa tração significativa na retina. Essa tração pode levar ao descolamento da retina, que é a principal causa de perda visual irreversível. O diagnóstico precoce através da triagem oftalmológica regular em prematuros e o tratamento oportuno (laser, anti-VEGF ou cirurgia) são cruciais para prevenir o descolamento de retina e preservar a visão.
Os principais fatores de risco são a prematuridade extrema (menor idade gestacional), baixo peso ao nascer, oxigenoterapia excessiva, sepse, hemorragia intraventricular e outras condições clínicas associadas à prematuridade.
A triagem é realizada por um oftalmologista pediátrico através de exame de fundo de olho com oftalmoscopia indireta, seguindo protocolos específicos baseados na idade gestacional e peso ao nascer do bebê.
O tratamento depende do estágio da doença. Pode incluir fotocoagulação a laser ou crioterapia para destruir a retina avascular periférica, ou injeções intravítreas de anti-VEGF. Em casos avançados com descolamento de retina, pode ser necessária cirurgia vitreorretiniana.
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