Retinopatia da Prematuridade: Significado da Doença Plus

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Na retinopatia da prematuridade, a observação de dilatação e tortuosidade vascular no polo posterior:

Alternativas

  1. A) Caracteriza o estágio Il da doença
  2. B) Não tem relação com a retinopatia e sim com o prognóstico clínico do recém-nascido
  3. C) Caracteriza doença ativa em progressão
  4. D) Ocorre geralmente após o tratamento da doença, com sucesso

Pérola Clínica

Dilatação + tortuosidade no polo posterior = Doença Plus (atividade/progressão).

Resumo-Chave

A 'doença plus' indica atividade vascular intensa e é um critério crucial para indicação de tratamento imediato na ROP.

Contexto Educacional

A Retinopatia da Prematuridade (ROP) é uma das principais causas de cegueira infantil evitável. Ocorre devido à interrupção da vascularização normal da retina em bebês prematuros, seguida por uma proliferação vascular desordenada mediada pelo VEGF. O rastreamento é obrigatório para bebês com peso ≤ 1500g ou idade gestacional ≤ 32 semanas. A identificação da 'doença plus' transformou o manejo da ROP, permitindo intervenções mais precoces e eficazes antes que a doença progrida para descolamento de retina (estágios 4 e 5).

Perguntas Frequentes

O que define a 'doença plus' na ROP?

A 'doença plus' é definida pela presença de dilatação venosa e tortuosidade arterial acentuadas nos vasos do polo posterior (em pelo menos dois quadrantes). Ela é um marcador de atividade vascular intensa e indica que a retinopatia da prematuridade está em uma fase de progressão perigosa, sendo o principal parâmetro para decidir a necessidade de tratamento (laser ou anti-VEGF).

Qual a importância do polo posterior na avaliação da ROP?

Embora a patologia da ROP ocorra na periferia da retina (na zona de transição entre a retina vascularizada e a avascular), as alterações no polo posterior servem como um 'barômetro' do status vascular total do olho. A congestão e tortuosidade no polo posterior refletem o shunt arteriovenoso periférico e a alta demanda metabólica/isquêmica, sinalizando gravidade sistêmica ocular.

Como é classificada a gravidade da ROP?

A ROP é classificada por zonas (localização), estágios (aparência da linha de demarcação até o descolamento de retina) e pela presença ou ausência de 'doença plus'. O Estágio 1 é uma linha tênue; Estágio 2 é uma crista; Estágio 3 envolve proliferação fibrovascular extraretiniana. A presença de 'doença plus' em qualquer estágio aumenta significativamente o risco de cegueira se não tratada.

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