CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Os achados da retinografia (A) e tomografia de coerência óptica macular (B) seriam mais provavelmente encontrados em qual dos pacientes abaixo?
Tamoxifeno → Depósitos cristalinos maculares + Cavitação foveal no OCT (pseudo-buraco).
O uso de tamoxifeno pode causar toxicidade retiniana caracterizada por depósitos refringentes e alterações estruturais na mácula, exigindo monitoramento oftalmológico.
O tamoxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio amplamente utilizado no câncer de mama. Embora a toxicidade ocular seja mais comum em doses altas, ela pode ocorrer em doses padrão (20mg/dia) em tratamentos prolongados. A fisiopatologia envolve o acúmulo de produtos de degradação lipídica nos axônios das células de Müller. O diagnóstico precoce via OCT e fundoscopia é vital para preservar a acuidade visual da paciente.
A toxicidade clássica manifesta-se como pequenos depósitos cristalinos amarelados e refringentes na região macular, geralmente bilaterais. Em casos mais avançados, pode haver edema macular cistoide ou cavitações foveais que mimetizam buracos maculares lamelares no OCT.
O tamoxifeno causa a degeneração de células de Müller e fotorreceptores. No OCT, isso é visualizado como espaços hiporreflexivos (cavitações) nas camadas internas e externas da retina, muitas vezes sem espessamento retiniano real, o que diferencia de um edema macular inflamatório comum.
A detecção de sinais de toxicidade retiniana deve ser comunicada ao oncologista assistente. Geralmente, recomenda-se a interrupção da droga para evitar a progressão da perda visual, embora os depósitos cristalinos possam persistir por muito tempo após a suspensão.
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