CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
O tempo médio para o surgimento de retinopatia actínica após conclusão de tratamento radioterápico ocular é:
Retinopatia actínica → Surgimento médio ~2,5 anos após radioterapia.
A retinopatia por radiação é uma complicação tardia, caracterizada por microangiopatia oclusiva progressiva, manifestando-se geralmente anos após a exposição à radiação ionizante.
A retinopatia por radiação é uma toxicidade crônica que pode ocorrer após braquiterapia para tumores intraoculares (como melanoma de coroide) ou radioterapia externa para tumores orbitários e sinusais. A fisiopatologia central é a perda de células endoteliais vasculares, resultando em uma microangiopatia que mimetiza a retinopatia diabética, com exsudatos algodonosos, hemorragias e edema macular. O diagnóstico é clínico, auxiliado por angiofluoresceinografia, que revela áreas de não-perfusão capilar e extravasamento. Devido ao longo período de latência, pacientes submetidos à radioterapia de cabeça e pescoço devem manter acompanhamento oftalmológico vitalício para detecção precoce de alterações isquêmicas.
A retinopatia actínica, ou por radiação, é causada pelo dano direto da radiação ionizante às células endoteliais dos capilares retinianos. Isso desencadeia uma endarterite obliterante, levando à oclusão vascular, isquemia, formação de microaneurismas e, eventualmente, neovascularização. É clinicamente muito semelhante à retinopatia diabética, mas com uma história clara de exposição à radiação para tratamento de tumores oculares ou de cabeça e pescoço.
O tempo de latência é variável, mas tipicamente longo. Embora possa aparecer em meses, a média de surgimento clínico é de aproximadamente 2,5 a 3 anos após a conclusão do tratamento radioterápico. A dose total de radiação e o fracionamento influenciam diretamente esse tempo; doses maiores e volumes maiores de retina exposta tendem a acelerar o processo de isquemia.
O tratamento visa manejar as complicações da isquemia e do extravasamento vascular. As opções incluem fotocoagulação a laser para áreas de isquemia periférica e injeções intravítreas de agentes anti-VEGF ou corticoides para tratar o edema macular associado. O prognóstico visual depende da gravidade da isquemia macular e do nervo óptico no momento do diagnóstico.
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