Toxicidade por Hidroxicloroquina: Rastreio e Conduta

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Paciente feminina, 58 anos, com diagnóstico de Artrite Reumatoide há 8 anos, em uso contínuo de Hidroxicloroquina na dose de 400 mg ao dia desde o diagnóstico. Ela pesa 62 kg e apresenta diagnóstico concomitante de Doença Renal Crônica estável, com taxa de filtração glomerular estimada em 42 mL/min/1,73m². Durante avaliação oftalmológica de rotina para rastreio de toxicidade, a paciente nega escotomas, fotopsias ou redução da acuidade visual. Ao exame, a acuidade visual é de 20/20 em ambos os olhos. O exame de campo visual automatizado, utilizando a estratégia 10-2, revela áreas reprodutíveis de redução de sensibilidade em região paracentral superior bilateralmente. A fundoscopia sob midríase não demonstra alterações pigmentares, apresentando brilho foveolar preservado. Diante do quadro clínico e dos fatores de risco apresentados, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Suspender imediatamente a medicação e iniciar terapia com vitamina A em altas doses para tentar reverter o dano fotorreceptor.
  2. B) Solicitar Tomografia de Coerência Óptica de Domínio Spectral (SD-OCT) para avaliar a integridade da zona elipsoide.
  3. C) Substituir a hidroxicloroquina por difosfato de cloroquina na dose de 250 mg ao dia para reduzir a velocidade de depósito retiniano.
  4. D) Manter o esquema terapêutico atual e repetir o campo visual 10-2 em 12 meses, dada a ausência de lesões na fundoscopia.

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