CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
O paciente do qual se obteve esta imagem fez uso de:
Cloroquina → Afinamento macular + Perda de EPR → Maculopatia em 'olho de boi' (Bull's eye).
A toxicidade por cloroquina causa dano irreversível ao epitélio pigmentado da retina e fotorreceptores, exigindo monitoramento rigoroso com campo visual e OCT.
A cloroquina e a hidroxicloroquina são amplamente utilizadas em doenças reumatológicas e dermatológicas. Sua toxicidade ocular está relacionada à dose cumulativa e ao tempo de uso (geralmente > 5 anos). O fármaco tem alta afinidade pela melanina do EPR, levando à degeneração secundária dos fotorreceptores. O diagnóstico precoce é vital, pois as alterações na fundoscopia (olho de boi) representam estágios já avançados de dano. Atualmente, busca-se detectar a 'pré-maculopatia' através de exames sensíveis como o OCT (perda da zona elipsoide perifoveal) e a autofluorescência, antes que a visão central seja comprometida.
O sinal clássico é a maculopatia em 'olho de boi' (bull's eye maculopathy), caracterizada por um anel de despigmentação do epitélio pigmentado da retina (EPR) ao redor de uma ilha central preservada na fóvea.
O rastreio atual recomenda exame de base no início do tratamento e acompanhamento anual após 5 anos de uso, utilizando Campo Visual 10-2 e Tomografia de Coerência Óptica (OCT) de domínio espectral.
Infelizmente, o dano retiniano causado pela cloroquina e hidroxicloroquina é irreversível. Uma vez detectada a alteração funcional ou estrutural, a droga deve ser suspensa para evitar a progressão do dano.
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