CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
A mancha de Elshing é consequente a:
Mancha de Elschnig → Isquemia da coriocapilar na Hipertensão Maligna.
As manchas de Elschnig são sinais de coroidopatia hipertensiva, indicando infartos focais do epitélio pigmentado da retina (EPR) devido à isquemia da camada coriocapilar subjacente.
A hipertensão arterial maligna causa alterações vasculares agudas e severas. Na coroide, a ausência de autorregulação eficiente (ao contrário da retina) torna os vasos suscetíveis a picos pressóricos, levando à vasoconstrição intensa e infarto da coriocapilar. As manchas de Elschnig são a manifestação cicatricial desses infartos no EPR. Além delas, podem surgir as Estrias de Siegrist (hiperpigmentação linear sobre vasos coroidianos esclerosados), ambas denotando sofrimento vascular profundo.
São pequenos pontos hiperpigmentados rodeados por um halo amarelado ou hipopigmentado na retina. Elas representam áreas de infarto focal do epitélio pigmentado da retina (EPR) secundárias à oclusão isquêmica das arteríolas coroidianas e da coriocapilar em quadros de hipertensão arterial grave.
A retinopatia hipertensiva foca nas alterações vasculares retinianas (estreitamento arteriolar, hemorragias, exsudatos). A coroidopatia hipertensiva, comum na hipertensão maligna, envolve danos aos vasos da coroide, manifestando-se como manchas de Elschnig, estrias de Siegrist e, em casos graves, descolamento seroso da retina.
Sua presença indica dano de órgão-alvo por hipertensão arterial sistêmica acelerada-maligna. É um sinal de gravidade que exige controle pressórico imediato e cuidadoso para evitar complicações sistêmicas como encefalopatia hipertensiva ou insuficiência renal.
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