UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Na hipertensão arterial, o fator associado com pior prognóstico é:
Retinopatia hipertensiva (exsudatos/hemorragias) → pior prognóstico cardiovascular na HAS.
A presença de exsudatos e hemorragias retinianas indica retinopatia hipertensiva grave (grau III ou IV), que é um marcador de lesão de órgão-alvo e está fortemente associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares e mortalidade em pacientes com hipertensão arterial.
A hipertensão arterial é uma doença crônica com alta prevalência e morbimortalidade. A avaliação do prognóstico é crucial para guiar o tratamento e a estratificação de risco. Fatores como obesidade e diabetes mellitus tipo 2 são importantes fatores de risco e comorbidades, mas a presença de lesões de órgão-alvo já estabelecidas, como a retinopatia hipertensiva grave, indica um estágio mais avançado da doença e um prognóstico significativamente pior. A retinopatia hipertensiva é uma manifestação da lesão microvascular sistêmica causada pela hipertensão arterial crônica. A presença de exsudatos (algodonosos ou duros) e hemorragias retinianas no exame de fundo de olho classifica a retinopatia em graus mais avançados (III e IV na classificação de Keith-Wagener-Barker), que estão diretamente associados a um risco aumentado de eventos cardiovasculares (infarto, AVC) e mortalidade. O manejo da hipertensão arterial deve visar não apenas o controle dos níveis pressóricos, mas também a prevenção e o tratamento das lesões de órgão-alvo. A identificação precoce de retinopatia hipertensiva grave é um alerta para a necessidade de intensificação do tratamento anti-hipertensivo e investigação de outras lesões de órgão-alvo, como nefropatia e hipertrofia ventricular esquerda, visando melhorar o prognóstico do paciente.
Sinais de retinopatia hipertensiva grave incluem exsudatos algodonosos, hemorragias retinianas, edema de papila e estreitamento arteriolar acentuado, indicando lesão microvascular.
A retinopatia hipertensiva reflete dano microvascular sistêmico, sendo um marcador de lesão de órgão-alvo e preditor independente de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares.
O fundo de olho permite avaliar a presença e o grau de retinopatia hipertensiva, auxiliando na estratificação de risco e na decisão terapêutica para controle mais agressivo da pressão arterial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo