CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009
Esta alteração pode ser vista no fundo de olho em um quadro de:
Alterações vasculares retinianas (estreitamento, cruzamentos AV) = Marcadores de dano por Hipertensão Arterial.
O exame de fundo de olho permite a visualização direta da microcirculação; sinais como cruzamentos patológicos e fios de prata indicam cronicidade da HAS.
A retinopatia hipertensiva reflete as alterações patológicas que a hipertensão arterial sistêmica (HAS) causa na vasculatura retiniana. Como a retina é o único local onde os vasos podem ser visualizados diretamente in vivo, o fundo de olho serve como uma janela para o estado da microcirculação em outros órgãos, como rins e cérebro. A fisiopatologia envolve fases sucessivas: vasoconstrição (fase exsudativa), esclerose (fase crônica) e exsudação (fase maligna). O controle rigoroso da pressão arterial é a principal medida terapêutica para reverter ou estabilizar as alterações retinianas e reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores.
Os sinais iniciais incluem o estreitamento arteriolar generalizado ou focal (vasoconstrição) e a alteração do reflexo dorsal das arteríolas, que evoluem para o aspecto de 'fio de cobre' ou 'fio de prata' devido à esclerose da parede vascular.
Ocorrem quando uma arteríola espessada comprime uma vênula no ponto onde elas se cruzam (compartilhando a mesma bainha adventícia). Isso pode causar desvio do trajeto venoso (sinal de Salus) ou ocultamento da vênula (sinal de Gunn).
A classificação mais utilizada é a de Keith-Wagener-Barker: Grau I (estreitamento arteriolar leve), Grau II (estreitamento severo e cruzamentos AV), Grau III (hemorragias, exsudatos e manchas algodonosas) e Grau IV (todos os anteriores mais edema de papila).
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