CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
São sinais de retinopatia hipertensiva:
Retinopatia Hipertensiva → Estreitamento arteriolar + Cruzamentos AV em ângulo reto + Ingurgitamento venoso.
As alterações vasculares na retina refletem o estado da microcirculação sistêmica. O espessamento da parede arteriolar (esclerose) causa a compressão das veias nos pontos de cruzamento, alterando seu trajeto e calibre.
A retinopatia hipertensiva é uma manifestação ocular da hipertensão arterial sistêmica crônica ou aguda. A fisiopatologia envolve fases de vasoconstrição (estreitamento arteriolar difuso), esclerose (espessamento da parede vascular com reflexo em 'fio de cobre' ou 'fio de prata') e exsudação (quebra da barreira hemato-retiniana). A identificação desses sinais no exame de fundoscopia é vital para estratificar o risco cardiovascular do paciente e monitorar a eficácia do controle pressórico, sendo o papiledema um marcador de hipertensão maligna.
Devido à bainha adventícia comum, a artéria esclerosada comprime a veia, gerando desvios de trajeto (ângulo reto), estreitamento venoso distal ou ocultamento do segmento venoso (Sinais de Gunn e Salus).
Grau I: Estreitamento arteriolar leve; Grau II: Estreitamento severo e cruzamentos AV; Grau III: Hemorragias, exsudatos e manchas algodonosas; Grau IV: Todos os anteriores mais papiledema (emergência hipertensiva).
Ocorre devido à dificuldade de drenagem venosa causada pela compressão arteriolar nos pontos de cruzamento, levando à estase venosa distal ao ponto de obstrução e tortuosidade vascular.
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