CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
O sinal mais precoce da hipertensão arterial na retina é:
Espasmo arteriolar (estreitamento focal ou generalizado) = sinal mais precoce da retinopatia hipertensiva.
A resposta vascular inicial à hipertensão aguda é a vasoconstrição (espasmo). Alterações estruturais como cruzamentos e exsudatos indicam cronicidade ou gravidade avançada.
A retina é o único local do corpo onde a microcirculação pode ser visualizada diretamente in vivo. Na hipertensão arterial sistêmica (HAS), os vasos retinianos sofrem uma série de alterações. A fase inicial é a vasoconstritora, onde o aumento do tônus vascular leva ao estreitamento arteriolar generalizado ou focal (espasmo). Com a persistência da HAS, ocorre a fase esclerótica, caracterizada pelo espessamento da parede vascular e alterações nos cruzamentos arteriovenosos. A identificação precoce do espasmo arteriolar no exame de fundo de olho é crucial para o clínico, pois reflete o impacto da pressão arterial nos órgãos-alvo e auxilia na estratificação de risco cardiovascular.
Grau I: Estreitamento arteriolar leve e generalizado. Grau II: Estreitamento mais severo, focal (espasmos) e cruzamentos arteriovenosos patológicos. Grau III: Adiciona hemorragias, exsudatos algodonosos e duros. Grau IV: Todos os anteriores mais edema de papila (emergência hipertensiva).
Ocorrem quando uma arteríola espessada pela esclerose comprime uma vênula no ponto onde compartilham a mesma bainha adventícia. Isso pode causar deflexão da veia (sinal de Salus) ou ocultamento da coluna de sangue venoso (sinal de Gunn).
Sim, o espasmo arteriolar puro, decorrente da autorregulação vascular em resposta ao aumento agudo da pressão arterial, pode ser reversível com o controle da hipertensão. Já as alterações escleróticas (cruzamentos) são permanentes.
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