CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Qual subgrupo de anemia falciforme abaixo tem maior risco de desenvolvimento de retinopatia proliferativa?
Doença SC > Doença SS para risco de retinopatia proliferativa e neovascularização.
Pacientes com genótipo SC apresentam maior incidência de complicações retinianas proliferativas do que os SS, devido à viscosidade sanguínea e isquemia periférica crônica.
A retinopatia falciforme é classificada em não proliferativa e proliferativa. A forma proliferativa segue a classificação de Goldberg em 5 estágios: oclusão arteriolar periférica, anastomoses arteriovenosas, neovascularização (sea-fan), hemorragia vítrea e descolamento de retina. Embora a hemoglobina SS cause crises álgicas e danos sistêmicos mais intensos, a hemoglobina SC e a S-beta talassemia são as que mais frequentemente evoluem com as formas proliferativas oculares devido ao balanço entre isquemia e viabilidade tecidual.
Na doença SS, as oclusões vasculares são tão precoces e severas que muitas vezes destroem o tecido retiniano antes que a neovascularização se estabeleça. Na SC, a isquemia é mais periférica e crônica, mantendo tecido viável que produz VEGF, estimulando a proliferação vascular.
É a lesão característica da retinopatia falciforme proliferativa (Estágio III de Goldberg), onde novos vasos crescem na periferia da retina com aspecto de leque marinho.
As principais são a hemorragia vítrea e o descolamento de retina tracional, que podem levar à perda visual severa se não tratadas com fotocoagulação a laser ou vitrectomia.
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