CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Em relação à retinopatia diabética:
Panfotocoagulação → ↓ perda visual grave em > 50% na retinopatia diabética de alto risco (DRS).
O estudo DRS (Diabetic Retinopathy Study) provou que a panfotocoagulação reduz drasticamente o risco de cegueira em pacientes com características de alto risco.
A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A fisiopatologia envolve a isquemia retiniana crônica que leva à liberação de fatores angiogênicos como o VEGF, resultando em neovascularização. O manejo clínico baseia-se no controle glicêmico rigoroso e no tratamento oportuno das complicações. Os estudos multicêntricos DRS e ETDRS estabeleceram os padrões de tratamento. Enquanto o DRS focou na eficácia da fotocoagulação para prevenir a perda visual grave, o ETDRS refinou a classificação da doença e as indicações de laser, além de avaliar o uso da aspirina. Compreender esses critérios é essencial para o médico oftalmologista e para o clínico que acompanha o paciente diabético.
O Diabetic Retinopathy Study (DRS) foi um marco que demonstrou que a panfotocoagulação a laser reduz o risco de perda visual grave em mais de 50% em olhos com retinopatia diabética proliferativa de alto risco. As características de alto risco incluem neovascularização do disco óptico (NVD) maior que 1/4 a 1/3 da área do disco, ou qualquer NVD associada a hemorragia vítrea ou pré-retiniana, ou neovascularização em outros locais (NVE) associada a hemorragia.
As Anormalidades Microvasculares Intraretinianas (IRMA) são shunts vasculares que ocorrem dentro da retina, caracterizando a fase não proliferativa grave. Diferente dos neovasos, as IRMA não ultrapassam a limitante interna e não apresentam extravasamento profuso na angiofluoresceínografia. A presença de IRMA em 4 quadrantes é um dos critérios da regra 4-2-1 para classificar a retinopatia não proliferativa como muito grave.
Segundo o Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS), a panfotocoagulação deve ser considerada em casos de retinopatia não proliferativa grave ou muito grave, especialmente em pacientes com diabetes tipo 2. No entanto, ela se torna mandatória quando a doença progride para a forma proliferativa com características de alto risco, conforme definido pelo DRS.
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