Retinopatia Diabética: Quando Complementar o Laser?

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

O quadro observado na figura abaixo representa uma retinopatia diabética com história de tratamento com fotocoagulação a laser há 2 anos. Podemos afirmar que se trata de uma retinopatia:

Alternativas

  1. A) Em atividade, necessitando de vitrectomia imediata.
  2. B) Em atividade, necessitando completar a fotocoagulação a laser.
  3. C) Em atividade, mas não sendo possíveis procedimentos adicionais por já se ter fotocoagulação completa.
  4. D) Tratada, não necessitando procedimentos adicionais.

Pérola Clínica

Neovasos ativos pós-laser → Complementar panfotocoagulação (PRP) nas áreas de isquemia remanescente.

Resumo-Chave

A presença de neovasos ou hemorragias em um paciente já submetido a laser indica que o tratamento foi insuficiente para neutralizar o estímulo isquêmico (VEGF), exigindo complementação.

Contexto Educacional

A Retinopatia Diabética Proliferativa (RDP) é a fase avançada da doença ocular diabética, caracterizada pela formação de novos vasos sanguíneos frágeis. O tratamento padrão-ouro é a panfotocoagulação a laser (PRP). No entanto, muitos pacientes apresentam 'RDP persistente' ou recorrente após o tratamento inicial. A avaliação clínica deve focar na regressão dos neovasos (que devem se tornar fibróticos e sem sangue) e no desaparecimento de hemorragias. Se houver sinais de neovascularização ativa em áreas previamente tratadas ou em áreas 'virgens' de laser, a complementação da PRP é mandatória para prevenir a perda visual severa por hemorragia vítrea massiva ou glaucoma neovascular.

Perguntas Frequentes

O que indica que a retinopatia diabética ainda está em atividade?

Sinais de atividade incluem a persistência ou surgimento de novos neovasos (em disco óptico ou retina), hemorragia pré-retiniana ou vítrea, e áreas de isquemia periférica não tratadas. O objetivo do laser é destruir a retina isquêmica para reduzir a produção de fatores angiogênicos como o VEGF.

Por que complementar o laser em vez de partir para cirurgia?

A vitrectomia é reservada para complicações como hemorragia vítrea persistente ou descolamento de retina tracional. Se o olho ainda permite a visualização do fundo e há áreas de retina periférica sem laser, a complementação da panfotocoagulação é a conduta menos invasiva e eficaz para regredir os neovasos.

Como o laser atua na retinopatia diabética proliferativa?

A panfotocoagulação (PRP) destrói parte dos fotorreceptores e do epitélio pigmentado da retina na periferia. Isso reduz o consumo de oxigênio da retina externa, permitindo que o oxigênio da coroide se difunda para a retina interna, diminuindo a hipóxia tecidual e, consequentemente, a produção de VEGF.

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