CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016
O quadro observado na figura abaixo representa uma retinopatia diabética com história de tratamento com fotocoagulação a laser há 2 anos. Podemos afirmar que se trata de uma retinopatia:
Neovasos ativos pós-laser → Complementar panfotocoagulação (PRP) nas áreas de isquemia remanescente.
A presença de neovasos ou hemorragias em um paciente já submetido a laser indica que o tratamento foi insuficiente para neutralizar o estímulo isquêmico (VEGF), exigindo complementação.
A Retinopatia Diabética Proliferativa (RDP) é a fase avançada da doença ocular diabética, caracterizada pela formação de novos vasos sanguíneos frágeis. O tratamento padrão-ouro é a panfotocoagulação a laser (PRP). No entanto, muitos pacientes apresentam 'RDP persistente' ou recorrente após o tratamento inicial. A avaliação clínica deve focar na regressão dos neovasos (que devem se tornar fibróticos e sem sangue) e no desaparecimento de hemorragias. Se houver sinais de neovascularização ativa em áreas previamente tratadas ou em áreas 'virgens' de laser, a complementação da PRP é mandatória para prevenir a perda visual severa por hemorragia vítrea massiva ou glaucoma neovascular.
Sinais de atividade incluem a persistência ou surgimento de novos neovasos (em disco óptico ou retina), hemorragia pré-retiniana ou vítrea, e áreas de isquemia periférica não tratadas. O objetivo do laser é destruir a retina isquêmica para reduzir a produção de fatores angiogênicos como o VEGF.
A vitrectomia é reservada para complicações como hemorragia vítrea persistente ou descolamento de retina tracional. Se o olho ainda permite a visualização do fundo e há áreas de retina periférica sem laser, a complementação da panfotocoagulação é a conduta menos invasiva e eficaz para regredir os neovasos.
A panfotocoagulação (PRP) destrói parte dos fotorreceptores e do epitélio pigmentado da retina na periferia. Isso reduz o consumo de oxigênio da retina externa, permitindo que o oxigênio da coroide se difunda para a retina interna, diminuindo a hipóxia tecidual e, consequentemente, a produção de VEGF.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo