HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
A avaliação de fundo do olho de um paciente diabético abaixo mostra numerosos microaneurismas, grandes e pequenas hemorragias, neovascularização e exsudatos céreos.Avalie as assertivas, assinale com “C” as corretas, com “E” as erradas e escolha a alternativa com a sequência correta:[ ] Provavelmente o quadro diabético esteja mal controlado pois foi observado no exame de fundo do olho achados compatíveis com retinopatia diabética a serem confirmados pela angiografia com fluoresceína.[ ] Neste estágio de evolução já não se recomenda o uso de laser de argônio retiniano.[ ] Para a contenção da evolução da retinopatia deve-se modificar a dose diária de insulina, com aumento de 40 a 50% na atual dosagem.
Retinopatia Diabética Proliferativa (RDP) com neovascularização → Laser de argônio (fotocoagulação pan-retiniana) é a principal indicação.
A presença de neovascularização no fundo do olho é um sinal de retinopatia diabética proliferativa, um estágio avançado que exige intervenção imediata para prevenir cegueira. O controle glicêmico é fundamental, mas tratamentos oculares específicos são necessários.
A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira evitável em adultos, sendo uma complicação microvascular do diabetes mellitus. Sua progressão está diretamente relacionada ao tempo de doença e ao controle glicêmico. A forma proliferativa é o estágio mais avançado e grave, caracterizada pela formação de novos vasos sanguíneos anormais (neovascularização) na superfície da retina ou no disco óptico. Os achados descritos na questão, como microaneurismas, hemorragias, neovascularização e exsudatos céreos, são altamente sugestivos de retinopatia diabética proliferativa. A angiografia com fluoresceína é um exame complementar fundamental para confirmar a neovascularização e avaliar a extensão da isquemia retiniana. O controle glicêmico rigoroso, da pressão arterial e dos lipídios é essencial para retardar a progressão da doença, mas não reverte a neovascularização já estabelecida. O tratamento padrão para a retinopatia diabética proliferativa é a fotocoagulação pan-retiniana com laser de argônio, que visa destruir as áreas isquêmicas da retina, reduzindo o estímulo para a neovascularização e prevenindo complicações como hemorragia vítrea e descolamento de retina. Em alguns casos, injeções intravítreas de anti-VEGF podem ser utilizadas, especialmente se houver edema macular associado. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais e indicar a conduta adequada para preservar a visão do paciente diabético.
Os principais achados incluem neovascularização (formação de novos vasos sanguíneos anormais), hemorragias vítreas, microaneurismas, exsudatos céreos e, em estágios mais avançados, descolamento de retina tracional.
A fotocoagulação pan-retiniana com laser de argônio é indicada principalmente na retinopatia diabética proliferativa, especialmente na presença de neovascularização, para destruir áreas isquêmicas da retina e regredir os vasos anormais.
O controle glicêmico rigoroso é a base para prevenir o desenvolvimento e a progressão da retinopatia diabética, mas uma vez que a doença atinge estágios avançados como a forma proliferativa, tratamentos oculares específicos são necessários em adição ao controle metabólico.
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