CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
De acordo com o estudo Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS), qual alternativa, entre as abaixo, caracteriza o estágio de retinopatia diabética não proliferativa muito grave e qual conduta seria indicada neste estágio, respectivamente?
RDNP Muito Grave = Regra 4-2-1 (2+ critérios) → Indicação de Panfotocoagulação.
A RDNP muito grave é definida pela presença de dois ou mais critérios da regra 4-2-1 (hemorragias, beading venoso, IRMA). O tratamento padrão é a fotocoagulação para prevenir a progressão para a forma proliferativa.
O estudo ETDRS (Early Treatment Diabetic Retinopathy Study) estabeleceu os pilares para a classificação e manejo da retinopatia diabética. A identificação de sinais de isquemia retiniana grave é fundamental para a preservação visual do paciente diabético. As IRMAs (Anormalidades Microvasculares Intrarretinianas) representam shunts entre arteríolas e vênulas e são sinais precoces de isquemia capilar. Quando o paciente atinge o estágio 'muito grave', o risco de progressão para a forma proliferativa (com neovasos) é superior a 50% em um ano, justificando a intervenção com laser.
É o critério para classificar a gravidade da RDNP: 4 quadrantes com hemorragias retinianas severas, 2 quadrantes com ingurgitamento (beading) venoso, ou 1 quadrante com IRMA (anormalidades microvasculares intrarretinianas).
A RDNP Grave preenche apenas um dos critérios da regra 4-2-1. A RDNP Muito Grave preenche dois ou mais desses critérios, indicando um risco iminente de neovascularização.
A fotocoagulação a laser (panfotocoagulação) reduz a demanda de oxigênio da retina isquêmica, diminuindo a produção de fatores angiogênicos como o VEGF, prevenindo assim a cegueira por hemorragia vítrea ou descolamento de retina.
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