CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Sobre a retinopatia diabética na gestação é correto afirmar:
RD Proliferativa de alto risco na gestação → Fotocoagulação periférica obrigatória (risco de perda visual grave).
Embora a retinopatia diabética possa regredir após o parto, casos proliferativos de alto risco exigem laser imediato para evitar complicações irreversíveis.
A gestação é um fator de risco independente para a progressão da retinopatia diabética em mulheres com DM tipo 1 ou tipo 2 pré-existente. O controle glicêmico rigoroso é vital, mas a queda brusca da HbA1c pode paradoxalmente piorar a retinopatia a curto prazo. O manejo exige colaboração estreita entre oftalmologista e obstetra. A fotocoagulação panretiniana continua sendo o padrão-ouro para formas proliferativas na gestante, visando estabilizar a retina antes do esforço do parto e das flutuações hemodinâmicas.
A frequência depende do estágio inicial da retinopatia. Gestantes com diabetes pré-gestacional devem ser avaliadas no primeiro trimestre. Se houver retinopatia grave, o acompanhamento pode ser mensal; se leve ou ausente, a cada trimestre ou conforme julgamento clínico.
Não, o laser focal ou em grade (grid) pode ser realizado se houver edema macular clinicamente significativo com ameaça à visão. O que deve ser evitado, sempre que possível, são os anti-VEGFs, devido ao risco potencial ao desenvolvimento fetal.
A progressão ocorre devido a alterações hormonais, aumento do débito cardíaco, alterações na autorregulação do fluxo sanguíneo retiniano e, muitas vezes, pela rápida normalização da glicemia em pacientes previamente descompensadas.
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