CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Considerando a classificação da retinopatia diabética a partir dos achados fundoscópicos e seu significado prognóstico, podemos afirmar:
IRMA moderado em 2+ quadrantes → marcador de alto risco para retinopatia proliferativa.
As Alterações Microvasculares Intrarretinianas (IRMA) indicam isquemia retiniana grave e são preditores fundamentais de progressão para a forma proliferativa da doença.
A classificação da Retinopatia Diabética (RD) baseia-se em achados clínicos que refletem o grau de isquemia tecidual. A transição da fase não proliferativa (RDNP) para a proliferativa (RDP) é marcada pelo surgimento de neovasos em resposta ao fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) liberado por áreas isquêmicas. As Alterações Microvasculares Intrarretinianas (IRMA) representam vasos de shunt que tentam contornar capilares ocluídos. Segundo o estudo ETDRS, a presença de IRMA moderado em pelo menos dois quadrantes é um sinal de alerta crítico, indicando que a retina está sob estresse isquêmico severo, com alta probabilidade de evolução para neovascularização em um futuro próximo.
É o critério para RD Não Proliferativa Muito Grave: Hemorragias/microaneurismas em 4 quadrantes, veias em rosário em 2 quadrantes ou IRMA moderado em 1 quadrante. A presença de um desses critérios indica alto risco de progressão.
IRMAs são shunts dentro da retina que não ultrapassam a limitante interna e não extravasam fluoresceína intensamente. Neovasos crescem sobre a superfície da retina ou vítreo e apresentam grande vazamento no exame de angiofluoresceínografia.
Pacientes com RDNP grave (seguindo os critérios ETDRS) têm um risco de aproximadamente 50% de desenvolver retinopatia proliferativa em um ano se não forem tratados ou monitorados de perto.
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