Diagnóstico e Angiografia na Retinopatia Diabética

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

Quanto ao diagnóstico da retinopatia diabética, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) Exsudatos algodonosos se manifestam como áreas de hipofluorescência na angiofluoresceinografia
  2. B) O diagnóstico só pode ser confirmado pela angiofluoresceinografia
  3. C) O edema macular clinicamente significativo só é observado na retinopatia proliferativa
  4. D) As hemorragias em chama de vela são a manifestação mais precoce da doença

Pérola Clínica

Exsudatos algodonosos = infartos da camada de fibras nervosas → Hipofluorescência por bloqueio/isquemia.

Resumo-Chave

Exsudatos algodonosos representam isquemia focal e aparecem como áreas escuras (hipofluorescentes) na angiografia devido ao bloqueio da fluorescência coroidiana.

Contexto Educacional

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Sua fisiopatologia envolve a quebra da barreira hematorretiniana e a oclusão capilar progressiva. Os exsudatos algodonosos são sinais de sofrimento isquêmico agudo e, quando presentes em grande número, indicam um maior risco de progressão para a forma proliferativa. O edema macular clinicamente significativo (EMCS) é a principal causa de baixa visual central no diabético e pode ocorrer em qualquer estágio da doença, não sendo exclusivo da fase proliferativa. O manejo atual envolve o controle rigoroso da glicemia e pressão arterial, além de terapias intravítreas com anti-VEGF ou corticoides e fotocoagulação a laser conforme a gravidade.

Perguntas Frequentes

O que causa a hipofluorescência dos exsudatos algodonosos?

Os exsudatos algodonosos são, na verdade, microinfartos da camada de fibras nervosas da retina (CFNR). Eles ocorrem devido à oclusão de arteríolas pré-capilares, levando ao acúmulo de material axoplasmático. Na angiofluoresceinografia, eles se manifestam como áreas de hipofluorescência por dois motivos: o bloqueio físico da fluorescência de fundo (coroidiana) pelo material acumulado e a falta de perfusão capilar (isquemia) na área afetada.

A angiofluoresceinografia é obrigatória para diagnosticar retinopatia diabética?

Não. O diagnóstico da retinopatia diabética é essencialmente clínico, baseado no exame de mapeamento de retina e fundoscopia sob midríase. A angiofluoresceinografia é um exame complementar indicado para avaliar a extensão de áreas de isquemia (não perfusão), detectar neovasos incipientes, diferenciar microaneurismas de hemorragias puntiformes e guiar o tratamento com fotocoagulação a laser em casos específicos.

Qual a manifestação mais precoce da retinopatia diabética?

A manifestação clínica mais precoce da retinopatia diabética são os microaneurismas. Eles aparecem como pequenos pontos vermelhos na fundoscopia e como pontos hiperfluorescentes (por preenchimento) na fase inicial da angiofluoresceinografia. Hemorragias em 'chama de vela' ocorrem na camada de fibras nervosas e são mais típicas de retinopatia hipertensiva ou oclusões venosas, embora possam ocorrer no diabetes.

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