CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
No paciente com o exame abaixo, pode-se afirmar (considere que o quadro seja semelhante em toda a retina):
Controle glicêmico rigoroso = Pilar fundamental para evitar progressão da retinopatia diabética.
O controle metabólico rigoroso (glicemia, PA e lipídios) é a intervenção mais eficaz para prevenir o surgimento e a progressão das complicações microvasculares do diabetes na retina.
A retinopatia diabética é uma manifestação de microangiopatia sistêmica. O tratamento ocular (anti-VEGF, laser, cirurgia) é eficaz para manejar as complicações, mas não cura a doença de base. Portanto, o manejo multidisciplinar envolvendo o endocrinologista para controle da hemoglobina glicada, pressão arterial e perfil lipídico é indispensável para a preservação visual do paciente a longo prazo.
O controle glicêmico rigoroso (alvo de HbA1c próximo a 7%) reduz drasticamente o risco de progressão da retinopatia e o desenvolvimento de edema macular. Estudos como o DCCT e UKPDS demonstraram que a otimização metabólica tem um efeito de 'memória metabólica', protegendo a retina a longo prazo.
Atualmente, as injeções intravítreas de anti-angiogênicos (anti-VEGF) são o padrão-ouro para o tratamento do edema macular diabético com envolvimento foveal, superando o laser em grid em termos de ganho de acuidade visual. O laser pode ser usado como terapia adjuvante em casos específicos.
A vitrectomia via pars plana é indicada para complicações da retinopatia diabética proliferativa, como hemorragia vítrea persistente, descolamento de retina tracional ou edema macular com tração vítreo-macular evidente. Não é uma técnica de prevenção primária.
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