Retinopatia Diabética: Diagnóstico e Achados Clínicos

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Das doenças abaixo, a que mais provavelmente pode se relacionar com o quadro abaixo é:

Alternativas

  1. A) Vitreorretinopatia proliferativa familiar (FEVR).
  2. B) Retinopatia diabética.
  3. C) Oclusão da artéria central da retina.
  4. D) Neuropatia óptica isquêmica.

Pérola Clínica

Retinopatia Diabética = Microaneurismas + Hemorragias em chama de vela/ponto + Exsudatos.

Resumo-Chave

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos. O quadro clínico clássico envolve alterações microvasculares decorrentes da hiperglicemia crônica.

Contexto Educacional

A retinopatia diabética é uma microangiopatia progressiva. A fisiopatologia envolve a perda de pericitos, espessamento da membrana basal capilar e disfunção endotelial, resultando em quebra da barreira hematorretiniana. O rastreamento anual é mandatório para pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 desde o diagnóstico, e após 5 anos para Tipo 1. O tratamento evoluiu drasticamente com o uso de anti-VEGFs e laser de fotocoagulação, mas o controle glicêmico e pressórico permanecem como pilares fundamentais para estabilização da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais da retinopatia diabética?

Os microaneurismas são geralmente as primeiras lesões clinicamente visíveis na oftalmoscopia. Eles aparecem como pequenos pontos vermelhos, representando dilatações saculares dos capilares retinianos. Outros sinais precoces incluem hemorragias intrarretinianas em 'ponto e mancha' e exsudatos duros (depósitos lipídicos resultantes de extravasamento vascular crônico).

Qual a diferença entre retinopatia não proliferativa e proliferativa?

A forma não proliferativa (RDNP) é caracterizada por alterações de permeabilidade e oclusão capilar (microaneurismas, exsudatos, hemorragias). A forma proliferativa (RDP) é definida pela presença de neovascularização (novos vasos) no disco óptico ou em outras partes da retina, induzida pela isquemia tecidual e liberação de fatores de crescimento como o VEGF.

Como o edema macular diabético se relaciona com a retinopatia?

O edema macular diabético (EMD) pode ocorrer em qualquer estágio da retinopatia diabética (leve, moderada, grave ou proliferativa). É a principal causa de perda visual central em pacientes diabéticos e decorre do aumento da permeabilidade vascular na região foveal, levando ao acúmulo de fluido e espessamento da retina central.

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