CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
O paciente com este fundo é olho é, mais provavelmente, portador de:
Microaneurismas + Exsudatos duros + Hemorragias → Retinopatia Diabética.
A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos, caracterizada por alterações microvasculares decorrentes da hiperglicemia crônica e dano endotelial.
A retinopatia diabética (RD) é uma complicação microvascular crônica do diabetes mellitus. Sua fisiopatologia envolve o dano aos pericitos e às células endoteliais dos capilares retinianos, levando à quebra da barreira hematorretiniana e isquemia. Clinicamente, divide-se em estágios de gravidade baseados na presença de isquemia e neovascularização. O controle glicêmico e pressórico rigoroso são fundamentais para prevenir a progressão. Em estágios avançados ou na presença de edema macular, o tratamento envolve fotocoagulação a laser, injeções intravítreas de anti-VEGF ou vitrectomia posterior, dependendo da gravidade e da ameaça à visão central.
Os microaneurismas são geralmente as primeiras lesões clinicamente visíveis, aparecendo como pequenos pontos vermelhos arredondados. Seguem-se hemorragias retinianas e exsudatos duros resultantes do extravasamento vascular crônico.
A forma não proliferativa apresenta alterações intra-retinianas como microaneurismas e hemorragias. A proliferativa é definida pela presença de neovasos, que surgem em resposta à isquemia tecidual grave mediada pelo VEGF.
Devido à incerteza sobre o tempo real de início da doença metabólica, o exame de fundo de olho deve ser realizado obrigatoriamente no momento do diagnóstico do diabetes tipo 2 e repetido anualmente se não houver lesões.
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