CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
As alterações mais precoces na retinopatia diabética são:
Microaneurismas = Primeira alteração clínica visível na Retinopatia Diabética não proliferativa.
Os microaneurismas surgem devido à perda de pericitos e ao enfraquecimento da parede capilar, sendo o marco inicial detectável da retinopatia diabética ao exame de fundo de olho.
A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira irreversível em adultos em idade laboral. Sua fisiopatologia envolve a microangiopatia causada pela toxicidade da glicose, levando à isquemia tecidual e quebra da barreira hematorretiniana. Identificar os microaneurismas precocemente é vital para classificar a gravidade da doença e intensificar o controle metabólico e pressórico do paciente. À medida que a isquemia progride, o olho pode desenvolver a forma proliferativa, marcada pela neovascularização mediada pelo fator de crescimento endotelial vascular (VEGF).
Microaneurismas são pequenas dilatações saculares das paredes dos capilares retinianos. Eles aparecem na oftalmoscopia como pequenos pontos vermelhos, redondos e de margens nítidas. São causados pela perda de pericitos (células que dão suporte estrutural aos capilares) e pelo espessamento da membrana basal devido à hiperglicemia crônica.
No Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreio deve ser feito no momento do diagnóstico, pois a doença pode estar presente silenciosamente há anos. No Diabetes Mellitus tipo 1, o rastreio deve começar 5 anos após o diagnóstico da doença. O exame de escolha é o mapeamento de retina ou a fundoscopia sob midríase.
Além dos microaneurismas, a retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) caracteriza-se por hemorragias 'em chama de vela' ou 'em pingo', exsudatos duros (depósitos lipídicos), exsudatos algodonosos (infartos da camada de fibras nervosas) e alterações venosas como o 'rosário venoso'.
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