Retinopatia Diabética: Identificando as Alterações Precoces

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

As alterações mais precoces na retinopatia diabética são:

Alternativas

  1. A) Micro-hemorragias
  2. B) Ingurgitamento venoso
  3. C) Exsudatos duros
  4. D) Microaneurismas

Pérola Clínica

Microaneurismas = Primeira alteração clínica visível na Retinopatia Diabética não proliferativa.

Resumo-Chave

Os microaneurismas surgem devido à perda de pericitos e ao enfraquecimento da parede capilar, sendo o marco inicial detectável da retinopatia diabética ao exame de fundo de olho.

Contexto Educacional

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira irreversível em adultos em idade laboral. Sua fisiopatologia envolve a microangiopatia causada pela toxicidade da glicose, levando à isquemia tecidual e quebra da barreira hematorretiniana. Identificar os microaneurismas precocemente é vital para classificar a gravidade da doença e intensificar o controle metabólico e pressórico do paciente. À medida que a isquemia progride, o olho pode desenvolver a forma proliferativa, marcada pela neovascularização mediada pelo fator de crescimento endotelial vascular (VEGF).

Perguntas Frequentes

O que são microaneurismas na retinopatia diabética?

Microaneurismas são pequenas dilatações saculares das paredes dos capilares retinianos. Eles aparecem na oftalmoscopia como pequenos pontos vermelhos, redondos e de margens nítidas. São causados pela perda de pericitos (células que dão suporte estrutural aos capilares) e pelo espessamento da membrana basal devido à hiperglicemia crônica.

Quando iniciar o rastreio da retinopatia?

No Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreio deve ser feito no momento do diagnóstico, pois a doença pode estar presente silenciosamente há anos. No Diabetes Mellitus tipo 1, o rastreio deve começar 5 anos após o diagnóstico da doença. O exame de escolha é o mapeamento de retina ou a fundoscopia sob midríase.

Quais são as outras lesões da fase não proliferativa?

Além dos microaneurismas, a retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) caracteriza-se por hemorragias 'em chama de vela' ou 'em pingo', exsudatos duros (depósitos lipídicos), exsudatos algodonosos (infartos da camada de fibras nervosas) e alterações venosas como o 'rosário venoso'.

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