USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2022
Homem de 66 anos de idade chega à consulta referindo perda visual progressiva e indolor de olho há 06 meses. É hipertenso, diabético e dislipidêmico de longa data, com controle irregular das comorbidades. Realiza o seguinte exame.Selecione a alternativa com os achados deste exame:
Diabetes e HAS mal controlados + perda visual progressiva → suspeitar de retinopatia diabética com microhemorragias e exsudatos duros.
A perda visual progressiva e indolor em um paciente com diabetes e hipertensão mal controlados, associada a achados de microhemorragias e exsudatos duros no fundo de olho, é altamente sugestiva de retinopatia diabética, uma complicação microvascular comum e grave.
A retinopatia diabética é uma complicação microvascular grave do diabetes mellitus, sendo a principal causa de cegueira evitável em adultos em idade produtiva. O controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e dislipidemia são cruciais para prevenir ou retardar sua progressão. O paciente do caso apresenta fatores de risco clássicos: diabetes e hipertensão de longa data com controle irregular, e perda visual progressiva e indolor, o que é típico da doença. A fisiopatologia da retinopatia diabética envolve o dano aos pequenos vasos da retina devido à hiperglicemia crônica, levando a oclusão capilar, isquemia e aumento da permeabilidade vascular. Isso resulta em microaneurismas, hemorragias (pontos e manchas), exsudatos duros (depósitos lipídicos) e exsudatos algodonosos (infartos de camada de fibras nervosas), além de edema macular. A presença de microhemorragias e exsudatos duros é característica da retinopatia diabética não proliferativa. O diagnóstico é feito pelo exame de fundo de olho. O tratamento inclui controle rigoroso das comorbidades, fotocoagulação a laser para a retinopatia proliferativa, injeções intravítreas de anti-VEGF para edema macular diabético e, em casos avançados, vitrectomia. O acompanhamento oftalmológico regular é essencial para todos os pacientes diabéticos, mesmo assintomáticos, para detecção precoce e intervenção.
Os primeiros sinais da retinopatia diabética incluem microaneurismas, que são pequenas dilatações dos capilares retinianos. Estes podem levar a microhemorragias (pontos e manchas) e exsudatos duros (depósitos lipídicos amarelados).
A hipertensão arterial é um fator de risco importante que acelera a progressão da retinopatia diabética. O controle inadequado da pressão arterial aumenta o dano vascular, a formação de exsudatos, hemorragias e o risco de edema macular diabético.
A retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) é a fase inicial, caracterizada por microaneurismas, hemorragias e exsudatos. A retinopatia diabética proliferativa (RDP) é mais avançada, com crescimento de novos vasos sanguíneos anormais (neovascularização) que podem causar hemorragia vítrea e descolamento de retina.
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