Retinopatia Diabética: Diagnóstico e Achados Clínicos

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Entre as doenças abaixo, provavelmente qual é a responsável pelas alterações observadas na retinografia a seguir?

Alternativas

  1. A) Insuficiência renal
  2. B) Diabetes
  3. C) Hipertensão arterial crônica
  4. D) Endocardite

Pérola Clínica

Microaneurismas + exsudatos duros + hemorragias 'ponto e borrão' → Retinopatia Diabética.

Resumo-Chave

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos, caracterizada por danos microvasculares que resultam em aumento da permeabilidade e isquemia retinal.

Contexto Educacional

A retinopatia diabética (RD) é uma complicação microvascular crônica do Diabetes Mellitus. Sua fisiopatologia envolve a hiperglicemia mantida, que causa glicosilação de proteínas e estresse oxidativo, levando à perda de pericitos e dano ao endotélio capilar. Isso resulta em quebra da barreira hematorretiniana e isquemia tecidual. Clinicamente, a RD é dividida em não proliferativa (caracterizada por microaneurismas, hemorragias e exsudatos) e proliferativa (presença de neovasos induzidos pelo VEGF em resposta à isquemia). O diagnóstico é essencialmente clínico via fundoscopia ou retinografia, sendo o controle glicêmico e pressórico a base da prevenção primária.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais da retinopatia diabética na fundoscopia?

Os primeiros sinais clínicos detectáveis são os microaneurismas, que aparecem como pequenos pontos vermelhos na retina. Eles resultam do enfraquecimento da parede dos capilares retinianos. À medida que a doença progride, observam-se hemorragias intraretinianas (em 'ponto e borrão'), exsudatos duros (depósitos lipídicos decorrentes de extravasamento crônico) e edema macular, que é a principal causa de perda visual central.

Como diferenciar retinopatia diabética de hipertensiva?

Embora ambas possam coexistir, a retinopatia diabética foca em microaneurismas, exsudatos duros e neovascularização. A retinopatia hipertensiva caracteriza-se por alterações arteriolares (estreitamento focal, cruzamentos AV patológicos), hemorragias em chama de vela (mais superficiais) e, em casos graves, edema de papila e exsudatos algodonosos proeminentes.

Qual a periodicidade do exame de fundo de olho no paciente diabético?

No Diabetes Tipo 1, o rastreamento deve começar 5 anos após o diagnóstico. No Diabetes Tipo 2, deve ser realizado imediatamente ao diagnóstico. Após o rastreamento inicial, a frequência costuma ser anual se não houver retinopatia, ou mais frequente dependendo da gravidade das lesões encontradas.

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