CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014
Entre as doenças abaixo, provavelmente qual é a responsável pelas alterações observadas na retinografia a seguir?
Microaneurismas + exsudatos duros + hemorragias 'ponto e borrão' → Retinopatia Diabética.
A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos, caracterizada por danos microvasculares que resultam em aumento da permeabilidade e isquemia retinal.
A retinopatia diabética (RD) é uma complicação microvascular crônica do Diabetes Mellitus. Sua fisiopatologia envolve a hiperglicemia mantida, que causa glicosilação de proteínas e estresse oxidativo, levando à perda de pericitos e dano ao endotélio capilar. Isso resulta em quebra da barreira hematorretiniana e isquemia tecidual. Clinicamente, a RD é dividida em não proliferativa (caracterizada por microaneurismas, hemorragias e exsudatos) e proliferativa (presença de neovasos induzidos pelo VEGF em resposta à isquemia). O diagnóstico é essencialmente clínico via fundoscopia ou retinografia, sendo o controle glicêmico e pressórico a base da prevenção primária.
Os primeiros sinais clínicos detectáveis são os microaneurismas, que aparecem como pequenos pontos vermelhos na retina. Eles resultam do enfraquecimento da parede dos capilares retinianos. À medida que a doença progride, observam-se hemorragias intraretinianas (em 'ponto e borrão'), exsudatos duros (depósitos lipídicos decorrentes de extravasamento crônico) e edema macular, que é a principal causa de perda visual central.
Embora ambas possam coexistir, a retinopatia diabética foca em microaneurismas, exsudatos duros e neovascularização. A retinopatia hipertensiva caracteriza-se por alterações arteriolares (estreitamento focal, cruzamentos AV patológicos), hemorragias em chama de vela (mais superficiais) e, em casos graves, edema de papila e exsudatos algodonosos proeminentes.
No Diabetes Tipo 1, o rastreamento deve começar 5 anos após o diagnóstico. No Diabetes Tipo 2, deve ser realizado imediatamente ao diagnóstico. Após o rastreamento inicial, a frequência costuma ser anual se não houver retinopatia, ou mais frequente dependendo da gravidade das lesões encontradas.
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