CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
Sobre este paciente com diabetes, podemos afirmar:
Áreas de não perfusão capilar → ↑ VEGF → Neovascularização e complicações proliferativas.
A isquemia retiniana periférica, evidenciada por áreas de não perfusão na angiografia, é o principal estímulo para a liberação de fatores angiogênicos que causam neovasos.
A retinopatia diabética é uma microangiopatia progressiva. A hiperglicemia crônica leva à perda de pericitos e ao fechamento capilar. A angiofluoresceinografia é o padrão-ouro para avaliar a perfusão retiniana, permitindo identificar áreas de 'dropout' capilar que não são visíveis à oftalmoscopia direta. A identificação de extensas áreas de não perfusão é um marcador prognóstico negativo, pois correlaciona-se diretamente com o desenvolvimento de neovascularização do disco (NVD), neovascularização de outros locais (NVE) e glaucoma neovascular. O manejo moderno envolve o uso de anti-VEGF intravítreo e laser para controlar a proliferação e preservar a visão central.
A presença de áreas hipofluorescentes por bloqueio de enchimento capilar (áreas 'escuras') na angiofluoresceinografia indica isquemia retiniana. Essas zonas de não perfusão são críticas porque o tecido hipóxico libera citocinas pró-angiogênicas, como o VEGF, que promovem o crescimento de vasos anormais e frágeis.
O Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF) é produzido em resposta à hipóxia tecidual. Na retina diabética isquêmica, o excesso de VEGF causa aumento da permeabilidade vascular (levando ao edema macular) e estimula a formação de neovasos na retina e no disco óptico, caracterizando a fase proliferativa da doença.
A panfotocoagulação (PRP) é indicada na retinopatia diabética proliferativa (RDP) ou na fase não proliferativa muito grave com alto risco de progressão. O objetivo é destruir as áreas de retina isquêmica (não perfundida) para reduzir a demanda de oxigênio e a produção de VEGF, levando à regressão dos neovasos.
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