Retinopatia Diabética: Isquemia e Não Perfusão Capilar

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

Sobre este paciente com diabetes, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) As extensas áreas de não perfusão capilar periféricas são responsáveis pelas complicações observadas.
  2. B) Apesar das extensas áreas de extravasamento do contraste, ainda não se observam sinais de neovascularização.
  3. C) Como não há extravasamento do contraste na periferia, pode-se adotar uma conduta expectante.
  4. D) Provavelmente, as alterações observadas não são decorrentes do diabetes apenas.

Pérola Clínica

Áreas de não perfusão capilar → ↑ VEGF → Neovascularização e complicações proliferativas.

Resumo-Chave

A isquemia retiniana periférica, evidenciada por áreas de não perfusão na angiografia, é o principal estímulo para a liberação de fatores angiogênicos que causam neovasos.

Contexto Educacional

A retinopatia diabética é uma microangiopatia progressiva. A hiperglicemia crônica leva à perda de pericitos e ao fechamento capilar. A angiofluoresceinografia é o padrão-ouro para avaliar a perfusão retiniana, permitindo identificar áreas de 'dropout' capilar que não são visíveis à oftalmoscopia direta. A identificação de extensas áreas de não perfusão é um marcador prognóstico negativo, pois correlaciona-se diretamente com o desenvolvimento de neovascularização do disco (NVD), neovascularização de outros locais (NVE) e glaucoma neovascular. O manejo moderno envolve o uso de anti-VEGF intravítreo e laser para controlar a proliferação e preservar a visão central.

Perguntas Frequentes

O que indica a não perfusão na angiofluoresceinografia?

A presença de áreas hipofluorescentes por bloqueio de enchimento capilar (áreas 'escuras') na angiofluoresceinografia indica isquemia retiniana. Essas zonas de não perfusão são críticas porque o tecido hipóxico libera citocinas pró-angiogênicas, como o VEGF, que promovem o crescimento de vasos anormais e frágeis.

Qual o papel do VEGF na retinopatia diabética?

O Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF) é produzido em resposta à hipóxia tecidual. Na retina diabética isquêmica, o excesso de VEGF causa aumento da permeabilidade vascular (levando ao edema macular) e estimula a formação de neovasos na retina e no disco óptico, caracterizando a fase proliferativa da doença.

Quando indicar panfotocoagulação a laser?

A panfotocoagulação (PRP) é indicada na retinopatia diabética proliferativa (RDP) ou na fase não proliferativa muito grave com alto risco de progressão. O objetivo é destruir as áreas de retina isquêmica (não perfundida) para reduzir a demanda de oxigênio e a produção de VEGF, levando à regressão dos neovasos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo