Retinopatia Diabética: Diagnóstico e Achados Fundoscópicos

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

O diagnóstico correspondente a esta foto é:

Alternativas

  1. A) Toxocaríase
  2. B) Descolamento de retina regmatogênico
  3. C) Doença de Coats
  4. D) Retinopatia diabética

Pérola Clínica

Microaneurismas + exsudatos duros + hemorragias → Retinopatia Diabética.

Resumo-Chave

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos, caracterizada por danos microvasculares retinianos decorrentes da hiperglicemia crônica.

Contexto Educacional

A retinopatia diabética (RD) é uma complicação microvascular específica do diabetes. A fisiopatologia envolve a perda de pericitos, espessamento da membrana basal capilar e disfunção endotelial, levando à quebra da barreira hematorretiniana. Clinicamente, a RD progride de estágios não proliferativos (leve, moderado, grave) para o estágio proliferativo, onde o risco de perda visual severa aumenta drasticamente devido a hemorragias vítreas e descolamento de retina tracional. O controle glicêmico e pressórico rigoroso são fundamentais para prevenir a progressão.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais clínicos da retinopatia diabética?

Os microaneurismas são geralmente as primeiras alterações clinicamente visíveis no exame de fundo de olho. Eles aparecem como pequenos pontos vermelhos e representam dilatações saculares dos capilares retinianos devido à perda de pericitos.

Qual a diferença entre retinopatia diabética proliferativa e não proliferativa?

A forma não proliferativa é caracterizada por aumento da permeabilidade vascular e oclusões (microaneurismas, hemorragias, exsudatos). A forma proliferativa é definida pela presença de neovascularização (novos vasos frágeis) induzida pela isquemia retiniana grave.

Quando deve ser feito o rastreamento oftalmológico no DM tipo 2?

No Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreamento deve ser iniciado imediatamente no momento do diagnóstico, pois a doença pode ter estado presente por anos sem ser detectada. No tipo 1, inicia-se após 5 anos do diagnóstico.

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