Autofluorescência de Fundo: Interpretação e Padrões

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023

Enunciado

Sobre o exame de retinografia por autofluorescência, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) É contraindicado em pacientes alérgicos a iodo.
  2. B) Avalia o fluxo sanguíneo retiniano.
  3. C) O nervo óptico apresenta-se hiperautofluorescente em uma pessoa normal.
  4. D) Áreas de atrofia do epitélio pigmentado da retina apresentam-se hipoautofluorescentes.

Pérola Clínica

Atrofia do EPR → ausência de lipofuscina → hipoautofluorescência.

Resumo-Chave

A autofluorescência mapeia a distribuição de lipofuscina no EPR; áreas de morte celular ou atrofia resultam em sinal reduzido (escuro).

Contexto Educacional

A autofluorescência de fundo (AF) é uma modalidade de imagem não invasiva que utiliza as propriedades fluorescentes naturais de moléculas na retina, principalmente a lipofuscina acumulada nos lisossomos das células do epitélio pigmentado da retina (EPR). É uma ferramenta diagnóstica essencial para avaliar a saúde metabólica do EPR em diversas distrofias e doenças degenerativas. Clinicamente, o sinal de AF é um equilíbrio entre a quantidade de lipofuscina e a integridade do EPR. Áreas de hiperautofluorescência indicam metabolismo celular alterado ou estresse oxidativo, enquanto a hipoautofluorescência sinaliza a morte celular ou bloqueio físico. Diferente da angiografia, não utiliza contraste venoso, sendo segura para pacientes com alergias graves ou insuficiência renal.

Perguntas Frequentes

O que causa a hipoautofluorescência na retinografia?

A hipoautofluorescência ocorre principalmente devido à ausência ou perda de células do epitélio pigmentado da retina (EPR), que contêm lipofuscina, ou por bloqueio do sinal por pigmentos, sangue ou exsudatos densos. Em casos de atrofia geográfica, a perda total do EPR resulta em áreas pretas (hipo) bem delimitadas no exame.

Por que o nervo óptico é hipoautofluorescente em condições normais?

O nervo óptico não possui o epitélio pigmentado da retina (EPR) e, consequentemente, não possui lipofuscina, que é o fluoróforo responsável pelo sinal na autofluorescência de fundo. Portanto, ele aparece como uma estrutura escura no exame normal.

Qual a utilidade clínica da autofluorescência na DMRI?

Na DMRI, a autofluorescência é fundamental para monitorar a progressão da atrofia geográfica. Áreas de hiperautofluorescência nas bordas da atrofia indicam acúmulo excessivo de lipofuscina e sofrimento celular, sugerindo risco iminente de expansão da área de atrofia.

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