CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
A foto abaixo é obtida num exame de:
Retinografia aneritra (luz verde) → ↑ contraste de vasos, hemorragias e camada de fibras nervosas.
O filtro verde (red-free) absorve comprimentos de onda longos (vermelho), permitindo que estruturas superficiais e vasculares se destaquem contra o fundo escurecido.
A física por trás da retinografia aneritra baseia-se na profundidade de penetração da luz. A luz vermelha penetra profundamente até a coroide, enquanto a luz verde/azul é refletida pelas camadas superficiais. Ao remover o espectro vermelho, eliminamos o 'ruído' visual do fundo coroidiano. Este exame é uma ferramenta semiológica poderosa na oftalmologia. Em pacientes com retinopatia diabética ou oclusões vasculares, a nitidez dos vasos permite mapear áreas de isquemia e neovascularização com precisão superior ao exame direto convencional.
A retinografia aneritra, ou 'red-free', utiliza um filtro de luz verde (geralmente 540nm) para iluminar a retina. Como o pigmento da coroide e o sangue absorvem a luz verde, os vasos sanguíneos e hemorragias aparecem escuros (quase pretos), enquanto a camada de fibras nervosas e membranas epirretinianas tornam-se mais visíveis devido à reflexão da luz de curto comprimento de onda.
É fundamental para a detecção precoce de defeitos na camada de fibras nervosas da retina (CFNR), essenciais no diagnóstico e acompanhamento do glaucoma. Além disso, facilita a identificação de microaneurismas, pequenas hemorragias e membranas pré-retinianas que podem ser discretas na retinografia colorida convencional.
Na retinografia colorida, o fundo é alaranjado/avermelhado. Na aneritra, a imagem é em tons de cinza ou esverdeada, com um contraste muito superior entre os vasos (pretos) e o parênquima retiniano. A ausência do reflexo avermelhado da coroide faz com que o detalhamento superficial seja o foco da imagem.
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