CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Doença conhecida como retinoblastoma trilateral corresponde a:
Retinoblastoma bilateral + Tumor de linha média (Pinealoma) = Trilateral.
O retinoblastoma trilateral é uma variante rara e agressiva que associa o tumor ocular bilateral a um tumor neuroblástico intracraniano primitivo, geralmente na glândula pineal.
O retinoblastoma é o tumor intraocular primário mais comum na infância. A variante trilateral representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo. Ela ocorre devido à predisposição genética global das células neuroectodérmicas em pacientes com mutação no gene RB1. A glândula pineal é considerada um 'terceiro olho' vestigial em algumas espécies, o que explica a suscetibilidade compartilhada com a retina para o desenvolvimento desses tumores. O diagnóstico precoce é fundamental. Recomenda-se que crianças com retinoblastoma hereditário ou bilateral realizem exames de neuroimagem (preferencialmente Ressonância Magnética) a cada 6 meses até os 5 anos de idade para excluir a formação de tumores na região pineal ou suprasselar, garantindo uma intervenção antes da disseminação liquórica.
O retinoblastoma trilateral é definido pela ocorrência de retinoblastoma bilateral (ou unilateral em casos raros com histórico familiar) associado a um tumor neuroblástico intracraniano primitivo de linha média. Este terceiro foco tumoral ocorre mais comumente na glândula pineal (pinealoblastoma) ou, menos frequentemente, na região suprasselar.
Esta condição está quase exclusivamente associada à forma hereditária da doença, envolvendo mutações germinativas no gene supressor de tumor RB1. Pacientes com retinoblastoma bilateral têm um risco estimado de 5-10% de desenvolver o tumor intracraniano, o que justifica o rastreio por imagem (RM) nos primeiros anos de vida.
Historicamente, o prognóstico é muito reservado, com alta taxa de mortalidade devido à agressividade do tumor intracraniano. O tratamento envolve quimioterapia sistêmica intensiva, cirurgia e, por vezes, radioterapia, embora o rastreio precoce por ressonância magnética tenha melhorado as taxas de detecção antes do surgimento de sintomas neurológicos.
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