CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Em relação à genética do retinoblastoma, podemos considerar correto:
Retinoblastoma esporádico (não hereditário) é a forma mais comum (~60%).
A maioria dos casos de retinoblastoma é unilateral e não hereditária, resultando de mutações somáticas em ambas as cópias do gene RB1 na mesma célula retinal.
O retinoblastoma é o tumor intraocular maligno mais comum da infância. O gene RB1, localizado no cromossomo 13q14, foi o primeiro gene supressor de tumor identificado. Na forma hereditária (40% dos casos), a transmissão é autossômica dominante com alta penetrância. Esses pacientes têm risco aumentado para segundos tumores primários, como osteossarcomas, especialmente se expostos à radiação. O aconselhamento genético é obrigatório para todas as famílias, e o rastreamento precoce de irmãos e filhos de pacientes afetados é vital para o diagnóstico em estágios curáveis.
A forma não hereditária (esporádica) é a mais frequente, correspondendo a aproximadamente 60% dos casos. Geralmente manifesta-se como um tumor único e unilateral em crianças sem histórico familiar da doença.
Segue a hipótese de Knudson ('two-hit hypothesis'). Na forma hereditária, a criança já nasce com uma mutação germinativa em um dos alelos do gene RB1 em todas as células do corpo. O tumor surge quando ocorre uma segunda mutação (hit) no alelo remanescente em uma célula da retina. Por isso, tende a ser bilateral e multifocal.
Não. De acordo com os modelos genéticos atuais, a bilateralidade é um marcador clínico de mutação germinativa (hereditária). Mesmo que não haja história familiar (mutação de novo), se ambos os olhos são afetados, a criança possui a forma hereditária e pode transmitir o gene para seus descendentes.
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