CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Criança de dois anos apresenta leucocoria unilateral e calcificações retinianas. Qual o diagnóstico mais provavel?
Leucocoria + Calcificações na TC/USG em criança < 3 anos = Retinoblastoma até prova em contrário.
O retinoblastoma é o tumor intraocular maligno mais comum da infância; a presença de calcificações intratumorais é um sinal radiológico altamente sugestivo e patognomônico.
O retinoblastoma origina-se de mutações no gene RB1 em células precursoras da retina. Pode ser esporádico ou hereditário (germinal). A apresentação clássica em crianças pequenas envolve a perda do reflexo vermelho (leucocoria), que muitas vezes é notada em fotos com flash. No diagnóstico diferencial, a Doença de Coats (telangiectasias retinianas) e a Toxocaríase (granuloma posterior) são importantes, mas a presença de DNA tumoral e necrose leva à deposição de cálcio, tornando a calcificação um marcador radiológico fundamental para o retinoblastoma. O tratamento evoluiu da enucleação para terapias conservadoras como quimioterapia intra-arterial e laser, dependendo do estadiamento.
O sinal mais comum é a leucocoria (reflexo pupilar branco ou 'olho de gato'), seguido pelo estrabismo. Em estágios avançados, pode haver inflamação ocular, hifema, glaucoma secundário ou proptose.
As calcificações ocorrem devido à necrose celular dentro do tumor de crescimento rápido. Elas são visíveis em mais de 90% dos casos de retinoblastoma através de ultrassonografia ou tomografia computadorizada, ajudando a diferenciá-lo de outras causas de leucocoria.
A conduta imediata é o encaminhamento ao oftalmologista para exame de fundo de olho sob midríase e, se necessário, ultrassonografia ocular. O diagnóstico precoce é crucial para salvar a vida da criança e, se possível, a visão e o globo ocular.
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