CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025
Paciente com retinoblastoma, conforme evidenciado pela imagem A, foi submetido a tratamento quimioterápico, evoluindo conforme imagem B. Qual alternativa melhor descreve a resposta ao tratamento?
Retinoblastoma pós-QT → Calcificação da lesão = sinal de boa resposta terapêutica.
A presença de calcificação após o tratamento quimioterápico no retinoblastoma indica morte celular tumoral e regressão da lesão, sendo um marcador de boa resposta.
O retinoblastoma é o tumor intraocular primário mais comum da infância, originado de mutações no gene RB1. O diagnóstico precoce, frequentemente suspeitado pela leucocoria (reflexo branco), é crucial para a preservação da vida e da visão. O tratamento evoluiu significativamente, passando da enucleação quase sistemática para terapias conservadoras como a quimioterapia sistêmica, intra-arterial ou intravítrea. A avaliação da resposta terapêutica baseia-se na oftalmoscopia indireta e exames de imagem (como ultrassonografia e ressonância magnética). A calcificação é um achado patognomônico frequente já no diagnóstico, mas sua acentuação ou surgimento após o início da quimioterapia é um marco de involução tumoral. O acompanhamento a longo prazo é vital devido ao risco de segundos tumores em pacientes com a forma hereditária da doença.
A calcificação no retinoblastoma após a quimioterapia é um exemplo de calcificação distrófica. Quando as células tumorais morrem devido à ação dos agentes quimioterápicos, ocorre a deposição de sais de cálcio nos tecidos necróticos. Esse processo transforma a massa tumoral viável em um tecido inerte e calcificado. Portanto, a visualização de áreas calcificadas onde antes havia tumor sólido é um dos critérios radiológicos e oftalmoscópicos de eficácia do tratamento.
Os principais sinais incluem a redução do volume tumoral (regressão), o desaparecimento de sementes vítreas (se presentes), a cicatrização da retina adjacente e a transformação da massa tumoral em um aspecto calcificado (frequentemente chamado de 'aspecto de queijo cottage' ou 'peixe morto'). A estabilização da lesão e a ausência de novos focos também são indicadores fundamentais de controle da doença.
A enucleação (remoção do globo ocular) é geralmente reservada para casos avançados (Grupo E da Classificação Internacional), onde não há potencial de visão útil, quando o tumor ocupa a maior parte do globo ocular, ou quando há falha no tratamento conservador (quimioterapia, laser, crioterapia). Se a lesão apresenta boa resposta com calcificação e redução de tamanho, o tratamento conservador é mantido para preservar o olho e a visão da criança.
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