CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
A respeito do retinoblastoma, escolha a alternativa correta.
Retinoblastoma pequeno periférico sem sementes vítreas → Crioterapia transescleral é opção primária.
O tratamento do retinoblastoma visa preservar a vida e a visão. A crioterapia é eficaz para tumores pequenos e periféricos, desde que não haja disseminação vítrea.
O retinoblastoma é o tumor intraocular primário mais comum da infância. O sinal clínico mais frequente é a leucocoria (reflexo pupilar branco), seguido pelo estrabismo. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado no mapeamento de retina sob narcose e ultrassonografia ocular, evitando-se biópsias pelo risco de disseminação extraocular. A classificação internacional divide os tumores de A a E. O tratamento evoluiu da enucleação sistemática para terapias conservadoras, como quimioterapia sistêmica ou intra-arterial (quimioredução), braquiterapia, laser (termoterapia transpupilar) e crioterapia. A escolha depende do tamanho, localização e presença de complicações como descolamento de retina ou sementes vítreas.
A crioterapia transescleral é indicada como tratamento primário para tumores pequenos (geralmente menores que 3 mm de diâmetro e 2 mm de espessura), localizados na periferia da retina (equador ou anterior a ele) e, fundamentalmente, na ausência de sementes vítreas. O procedimento utiliza o congelamento e descongelamento repetidos para destruir as células tumorais e a vascularização que nutre a lesão.
O retinoblastoma é causado pela inativação de ambos os alelos do gene supressor de tumor RB1 no cromossomo 13q14. Na forma hereditária (40%), a primeira mutação é germinativa e a segunda é somática. Na forma não hereditária (60%), ambas as mutações ocorrem em uma célula somática da retina, resultando geralmente em tumores unilaterais e unifocais sem risco de transmissão para a prole.
O retinoblastoma trilateral é uma variante rara e agressiva que ocorre em pacientes com a forma hereditária (germinativa). Caracteriza-se pela presença de retinoblastoma bilateral associado a um tumor neuroblástico intracraniano de linha média, mais comumente na glândula pineal (pinealoblastoma) ou em regiões supraselares. O prognóstico é geralmente reservado devido ao componente intracraniano.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo