CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010
Paciente com 1 ano e 6 meses de idade foi encaminhado ao oftalmologista por apresentar leucocoria. Baseado nos achados de fundo de olho, assinale a alternativa correta:
Retinoblastoma pequeno/posterior (Grupo A) → TTT (Termoterapia Transpupilar) é opção eficaz.
O tratamento do retinoblastoma é individualizado; tumores pequenos e localizados podem ser tratados com métodos conservadores como a termoterapia transpupilar (TTT), visando preservar a visão.
O retinoblastoma é o tumor intraocular primário mais comum na infância. O diagnóstico precoce, frequentemente motivado pela observação de leucocoria ou estrabismo, é crucial para a sobrevida do paciente e para a preservação ocular. O manejo moderno envolve uma equipe multidisciplinar e utiliza desde quimioterapia sistêmica ou intra-arterial até tratamentos focais como crioterapia, braquiterapia e TTT. A escolha terapêutica baseia-se no estadiamento do grupo ABCDE, priorizando a vida, depois o globo ocular e, por fim, a função visual.
A TTT é uma modalidade de tratamento conservador que utiliza laser de diodo infravermelho para aplicar calor local ao tumor. O objetivo é elevar a temperatura do tecido tumoral para níveis citotóxicos (entre 45°C e 60°C), sem causar a vaporização imediata do tecido. É indicada principalmente para tumores pequenos (Grupo A da Classificação Internacional), localizados no polo posterior e sem semeadura vítrea associada.
A leucocoria (reflexo pupilar branco) é um sinal de alerta crítico. O retinoblastoma é a causa maligna mais importante e deve ser sempre excluído. Outras causas comuns incluem a Doença de Coats, a Persistência da Vasculatura Fetal Hiperplástica (PVFH), a Catarata Congênita, a Retinopatia da Prematuridade (ROP) em estágios avançados e a Toxocaríase ocular (granuloma de polo posterior).
Não. Cerca de 60% dos casos de retinoblastoma são esporádicos e unilaterais, ocorrendo por mutações somáticas nas células da retina. Os outros 40% são formas germinativas (hereditárias), onde o paciente possui uma mutação no gene RB1 em todas as células do corpo. Casos germinativos tendem a ser bilaterais, multifocais e apresentam risco aumentado para outros tumores secundários, como osteossarcomas.
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