Retinoblastoma: Diagnóstico, Estadiamento e Manejo Clínico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Assinale a alternativa correta quanto ao retinoblastoma:

Alternativas

  1. A) Exames de liquor e mielograma são utilizados para o estadiamento da doença
  2. B) A ressonância magnética está contraindicada pela emissão de radiação ionizante e consequente risco de indução de outros tumores
  3. C) O exame de ultrassom tem pouco valor pela sua baixa profundidade, principalmente em lesões acometendo o nervo óptico
  4. D) A angiofluoresceinografia tem grande utilidade no diagnóstico devido à proliferação vascular específica na superfície do tumor

Pérola Clínica

Suspeita de disseminação extraocular no retinoblastoma → Estadiamento obrigatório com liquor e mielograma.

Resumo-Chave

O retinoblastoma é o tumor intraocular primário mais comum na infância. O estadiamento sistêmico foca na detecção de metástases para o SNC e medula óssea em casos avançados.

Contexto Educacional

O retinoblastoma origina-se de mutações germinativas ou somáticas no gene supressor de tumor RB1 (cromossomo 13q14). Clinicamente, manifesta-se comumente como leucocoria (reflexo branco) ou estrabismo em crianças pequenas. O diagnóstico é predominantemente clínico através do mapeamento de retina sob narcose. O manejo depende do estadiamento (Classificação Internacional do Retinoblastoma). Tumores intraoculares podem ser tratados com quimioterapia sistêmica (quimioredução), quimioterapia intra-arterial, braquiterapia ou enucleação. A avaliação de metástases via liquor e medula óssea é reservada para casos de alto risco histopatológico ou evidência de doença extraocular.

Perguntas Frequentes

Como é feito o estadiamento sistêmico do retinoblastoma?

O estadiamento sistêmico é indicado em casos de suspeita de extensão extraocular (invasão do nervo óptico além da lâmina crivosa ou invasão maciça da coroide). Inclui exame de líquor (citologia oncótica) e mielograma (biópsia de medula óssea) para pesquisar disseminação hematogênica ou liquórica.

Qual o papel da Ressonância Magnética (RM) no retinoblastoma?

A RM é essencial para avaliar a extensão extraocular, invasão do nervo óptico e detectar a presença de tumor intracraniano associado (retinoblastoma trilateral). Diferente da TC, a RM não utiliza radiação ionizante, o que é crucial em pacientes com mutação no gene RB1, predispostos a segundos tumores induzidos por radiação.

A ultrassonografia ocular é útil no diagnóstico?

Sim, a ultrassonografia (B-scan) é extremamente útil para detectar calcificações intratumorais, que são patognomônicas em cerca de 90% dos casos de retinoblastoma, além de auxiliar na medida das dimensões tumorais e avaliação de descolamento de retina associado.

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