Retinite por CMV no HIV: Riscos e Complicações

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

Homem de 52 anos de idade, HIV positivo, com baixa súbita de visão, unilateral e indolor apresenta vítreo claro e fundo de olho conforme a figura abaixo. Com base no quadro clínico, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O agente mais provável é o toxoplasma.
  2. B) Estes casos frequentemente evoluem com descolamento de retina.
  3. C) Este paciente deve ser submetido a pulsoterapia.
  4. D) Há bom prognóstico visual com terapia adequada.

Pérola Clínica

Retinite por CMV em HIV+ → Alto risco de Descolamento de Retina por necrose.

Resumo-Chave

A retinite por CMV causa necrose retinal extensa, o que predispõe fortemente ao descolamento de retina, uma complicação grave e frequente nesses pacientes.

Contexto Educacional

A retinite por citomegalovírus (CMV) ocorre geralmente em pacientes com contagem de linfócitos CD4+ inferior a 50 células/mm³. É uma infecção oportunista grave que, antes da TARV, era a principal causa de cegueira em pacientes com AIDS. O descolamento de retina ocorre em até um terço dos pacientes com retinite por CMV. O prognóstico visual é reservado, pois a destruição tecidual é irreversível e o descolamento de retina nesses casos é de difícil manejo cirúrgico devido à fragilidade da retina necrosada.

Perguntas Frequentes

Por que a retinite por CMV causa descolamento de retina?

O vírus causa uma necrose de espessura total da retina. À medida que as áreas infectadas cicatrizam, a retina torna-se extremamente fina e quebradiça, facilitando a formação de roturas múltiplas que levam ao descolamento regmatogênico.

Qual o aspecto clássico do fundo de olho na retinite por CMV?

Apresenta-se tipicamente com áreas de infiltrados granulares branco-amarelados associados a hemorragias retinianas, frequentemente seguindo o trajeto dos vasos (aspecto de 'pizza de queijo e tomate' ou 'queijo com ketchup').

Qual o tratamento para retinite por CMV?

O tratamento envolve o uso de antivirais sistêmicos (Ganciclovir, Valganciclovir) ou injeções intravítreas de Ganciclovir/Foscarnet, além do controle da imunossupressão com a terapia antirretroviral (TARV).

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