CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2016
Sobre a retina neurossensorial, podemos afirmar:
Retina neurossensorial termina na ora serrata e continua como epitélio não pigmentado da pars plana.
A retina neurossensorial é a camada interna do olho responsável pela fototransdução; sua transição anatômica na periferia ocorre na ora serrata, unindo-se ao corpo ciliar.
A retina neurossensorial é uma extensão do sistema nervoso central, composta por dez camadas distintas que processam estímulos luminosos. Compreender sua anatomia topográfica é essencial para o diagnóstico de patologias retinianas. A continuidade com a pars plana na ora serrata define o limite anterior da visão funcional. Clinicamente, as oclusões arteriais da retina são emergências oftalmológicas graves. Diferente do que se possa pensar, a retina não possui uma rede de anastomoses compensatória eficiente; a artéria central da retina é uma artéria terminal. Assim, uma oclusão leva à isquemia aguda e perda súbita e indolor da visão, contradizendo a ideia de que seriam assintomáticas por compensação vascular.
A retina neurossensorial termina anteriormente em uma linha serrilhada chamada ora serrata. Nesse ponto, ela se torna contínua com o epitélio ciliar não pigmentado, que reveste a pars plana (parte posterior do corpo ciliar). O epitélio pigmentado da retina (EPR), por sua vez, continua como o epitélio ciliar pigmentado. Essa transição é um marco anatômico crucial em cirurgias vitreorretinianas, pois a pars plana é o local seguro para a inserção de instrumentos intraoculares (esclerotomias), evitando danos à retina funcional.
Não, a fovéola (o centro da fóvea) é caracterizada por ser uma Zona Avascular Foveal (ZAF). Para maximizar a acuidade visual e minimizar a dispersão da luz, os capilares retinianos terminam em um anel ao redor da fóvea. A nutrição da fovéola depende inteiramente da difusão de oxigênio e nutrientes provenientes da coriocapilar subjacente. Portanto, qualquer afirmação de que a fovéola é ricamente vascularizada está incorreta do ponto de vista anatômico.
Ao contrário da córnea, que é mais fina no centro e mais espessa na periferia, a retina apresenta sua maior espessura na região perimacular (ao redor da fóvea), onde a densidade de células ganglionares e fotorreceptores é máxima. À medida que se desloca para a periferia em direção à ora serrata, a retina torna-se progressivamente mais fina e com menor densidade celular, o que a torna mais suscetível a roturas e degenerações periféricas em olhos míopes, por exemplo.
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