HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
A inabilidade de micção espontânea é comum no pós-operatório, especialmente após cirurgias pélvicas e perineais ou em procedimentos em que foi empregada raquianestesia ou peridural.São todos fatores relacionados e que interferem na retenção urinária, EXCETO:
Retenção urinária pós-op → causas: neural, trauma, distensão; EXCETO infecção aguda.
A retenção urinária pós-operatória é multifatorial, envolvendo disfunção neural (anestesia, trauma) e mecânica (distensão vesical). A infecção urinária, embora possa causar disúria ou urgência, não é uma causa primária de inabilidade de micção espontânea, mas sim uma complicação potencial da retenção.
A retenção urinária pós-operatória (RUPO) é uma complicação comum, definida como a incapacidade de urinar espontaneamente após a cirurgia, ou a presença de um volume vesical residual significativo. Sua incidência varia amplamente, dependendo do tipo de cirurgia e anestesia, sendo mais frequente em procedimentos pélvicos, perineais e ortopédicos, e após o uso de anestesia neuroaxial. É crucial para o residente reconhecer os fatores de risco e a fisiopatologia para um manejo adequado. A fisiopatologia da RUPO é multifatorial, envolvendo alterações neurais, mecânicas e farmacológicas. A anestesia neuroaxial (raquianestesia, peridural) pode bloquear os nervos sacrais responsáveis pela micção. O trauma operatório direto ou indireto aos nervos pélvicos, a distensão excessiva da bexiga durante o período perioperatório e o uso de certos medicamentos (opioides, anticolinérgicos) também contribuem. O diagnóstico é clínico, com a palpação de bexigoma e a confirmação por ultrassonografia vesical, que quantifica o volume residual. O tratamento imediato da RUPO consiste no alívio da distensão vesical, geralmente por meio de cateterismo uretral intermitente ou de demora. A prevenção é fundamental e inclui a minimização de fatores de risco, manejo adequado da dor, mobilização precoce e monitoramento do volume vesical. A infecção urinária, embora uma complicação da retenção, não é a causa primária da inabilidade de micção espontânea, sendo um ponto importante de diferenciação.
Os principais fatores incluem o tipo de cirurgia (pélvica, perineal), o tipo de anestesia (raquianestesia, peridural), idade avançada, sexo masculino, volume de fluidos intravenosos e condições urológicas pré-existentes.
Essas anestesias bloqueiam os nervos sacrais que controlam a função vesical, inibindo a contração do detrusor e relaxando o esfíncter uretral, dificultando o esvaziamento espontâneo da bexiga.
A conduta inicial é a sondagem vesical para alívio da distensão e monitoramento do débito urinário. É importante investigar a causa subjacente e manejar a dor e náuseas, que podem agravar o quadro.
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