HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Em relação às complicações urinárias pós-operatórias, é CORRETO afirmar que:
Retenção urinária pós-operatória ↑ em homens, idosos e prostáticos; sedativos e anestesia influenciam.
A retenção urinária pós-operatória é uma complicação comum, especialmente em pacientes com fatores de risco como sexo masculino, idade avançada e condições urológicas preexistentes como hiperplasia prostática benigna. O uso de sedativos e a própria anestesia podem contribuir para a disfunção da bexiga.
A retenção urinária pós-operatória (RUPO) é uma complicação comum, definida como a incapacidade de urinar espontaneamente após a cirurgia, ou a presença de um volume vesical residual significativo. Sua incidência varia amplamente, mas pode chegar a 50% em certas cirurgias, sendo um desafio frequente no pós-operatório imediato. É crucial para residentes reconhecerem sua importância e impacto na recuperação do paciente. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores, incluindo a inibição reflexa da micção pela dor, o efeito de anestésicos e opioides na função do detrusor, a sobrecarga hídrica intraoperatória e a presença de fatores obstrutivos preexistentes, como a hiperplasia prostática benigna. O diagnóstico é clínico, com confirmação por ultrassonografia vesical ou cateterismo de alívio, que também serve como tratamento inicial. O manejo inicial envolve medidas não invasivas, como deambulação precoce e analgesia adequada. Se a retenção persistir, o cateterismo vesical intermitente ou de demora é indicado para aliviar a bexiga e prevenir complicações. A prevenção é fundamental, com identificação de pacientes de risco e manejo cuidadoso de fluidos e analgesia, além de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas quando possível.
Os principais fatores de risco incluem sexo masculino, idade avançada, história de hiperplasia prostática benigna, tipo de cirurgia (especialmente pélvica ou abdominal inferior), duração da cirurgia, e uso de certos medicamentos (sedativos, opioides).
Anestésicos e sedativos podem deprimir a função do detrusor e aumentar o tônus do esfíncter uretral, dificultando a micção e levando à retenção urinária. A analgesia inadequada também pode inibir a micção reflexamente.
A identificação e o tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações como infecção do trato urinário, lesão renal aguda por hidronefrose e dor significativa, melhorando a recuperação do paciente e evitando internações prolongadas.
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