UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Um paciente de 18 anos, previamente hígido, está no pós-operatório imediato de hernioplastia inguinal, com anestesia peridural. Refere dor crescente em hipogástrio. Está ansioso e agitado. Pulso 110bpm, PA 120 x 90mmHg. Palpa-se massa dolorosa em hipogástrio. Descompressão brusca: negativa. A ferida cirúrgica tem bom aspecto. Conduta:
Dor hipogástrica + massa palpável pós-op de cirurgia inguinal/peridural = RUP → Sonda vesical.
A retenção urinária pós-operatória (RUP) é comum após cirurgias inguinais e uso de anestesia peridural, que pode inibir a função vesical. A dor crescente em hipogástrio, ansiedade e massa palpável são sinais clássicos de bexigoma, e a conduta imediata é o cateterismo vesical para alívio.
A retenção urinária pós-operatória (RUP) é uma complicação comum, especialmente após cirurgias na região inguinal, pélvica ou anorretal, e com o uso de anestesia regional como a peridural. A incidência pode variar, mas é uma causa frequente de dor e desconforto no pós-operatório imediato. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações como infecção do trato urinário e lesão vesical por sobredistensão. A fisiopatologia da RUP envolve múltiplos fatores. A anestesia peridural pode bloquear os nervos sacrais que inervam a bexiga, resultando em diminuição da sensação de plenitude vesical e inibição do reflexo de micção. A dor pós-operatória, o uso de opioides e a manipulação cirúrgica próxima à bexiga também podem contribuir para a disfunção vesical. O paciente típico apresenta dor crescente em hipogástrio, ansiedade, agitação e, ao exame físico, uma massa palpável e dolorosa na região suprapúbica (bexigoma). A conduta para a RUP é o cateterismo vesical. A passagem de uma sonda vesical de alívio ou de demora permite o esvaziamento da bexiga, aliviando imediatamente a dor e prevenindo a sobredistensão. Embora exames de imagem como ultrassom possam confirmar o diagnóstico, a apresentação clínica é geralmente suficiente para justificar a intervenção. A abertura e revisão da incisão ou tomografia com contraste não são as condutas iniciais apropriadas para esta condição.
Fatores de risco incluem tipo de cirurgia (pélvica, inguinal, anorretal), tipo de anestesia (peridural, raquianestesia), idade avançada, sexo masculino, volume de fluidos intravenosos e uso de opioides.
A anestesia peridural pode inibir os nervos sacrais que controlam a função da bexiga, resultando em diminuição da sensibilidade vesical e relaxamento do detrusor, dificultando a micção espontânea.
A conduta inicial é a passagem de sonda vesical para esvaziamento da bexiga. Isso alivia a dor, previne danos à bexiga por sobredistensão e permite monitorar o débito urinário.
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