HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Homem de 61 anos de idade procura o pronto-socorro com queixa de dificuldade miccional há 12 horas. Refere que há 3 meses apresenta micção com jato fraco, entrecortado e sensação de esvaziamento vesical incompleto. No exame clínico, abdome doloroso à palpação em hipogástrio. Toque retal: próstata 60 gramas, sem nódulos. O restante do exame clínico é normal. Traz resultados de exames PSA 8,0ng/dl e creatinina 2,5. Ultrassonografia de vias urinárias: ureterohidronefrose moderada bilateral, Bexiga espessada e com divertículos, próstata de 65 gramas. Qual é a conduta para o caso nesse momento?
Retenção urinária aguda + sinais obstrutivos + comprometimento renal → Desobstrução imediata com sondagem vesical.
A retenção urinária aguda, especialmente com sinais de obstrução de longa data e comprometimento da função renal (creatinina elevada, ureterohidronefrose), exige desobstrução imediata da via urinária, sendo a sondagem vesical com cateter de Foley a conduta inicial mais adequada para aliviar a obstrução e proteger os rins.
A retenção urinária aguda (RUA) é uma emergência urológica comum, caracterizada pela incapacidade súbita de urinar, resultando em distensão vesical dolorosa. Em homens idosos, a causa mais frequente é a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que leva à obstrução infravesical. O quadro clínico típico inclui dor suprapúbica intensa, bexigoma palpável e, frequentemente, histórico de sintomas do trato urinário inferior (STUI) obstrutivos, como jato fraco, hesitação e noctúria. No caso apresentado, a presença de creatinina elevada (2.5) e ureterohidronefrose bilateral na ultrassonografia indica que a obstrução infravesical está causando um comprometimento significativo da função renal, caracterizando uma insuficiência renal aguda pós-renal. Diante desse cenário, a conduta imediata e prioritária é a desobstrução da via urinária. A sondagem vesical com cateter de Foley é o método mais eficaz e rápido para aliviar a obstrução, drenar a urina acumulada, reduzir a pressão intravesical e permitir a recuperação da função renal. Após a desobstrução, o paciente deve ser monitorado para síndrome pós-obstrutiva e investigado para a causa subjacente da HPB e outras possíveis etiologias, com acompanhamento urológico para definir o tratamento definitivo. Condutas expectantes ou apenas medicamentosas são inadequadas em casos de RUA com comprometimento renal.
Os sinais incluem dificuldade súbita para urinar, dor suprapúbica intensa, bexigoma palpável, e histórico de sintomas obstrutivos do trato urinário inferior, como jato fraco, hesitação e noctúria.
A sondagem vesical de alívio é crucial para desobstruir a via urinária, aliviar a dor, prevenir danos renais adicionais e permitir a recuperação da função renal comprometida pela hidronefrose, que é uma emergência urológica.
As complicações incluem insuficiência renal aguda pós-renal, infecção do trato urinário, urosepse, ruptura vesical, lesão permanente da bexiga e, em casos extremos, óbito.
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