UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Homem, 63 anos de idade, comparece em ambulatório de urologia relatando dificuldade miccional há 18 horas. Relata que há 07 meses evolui com micção com jato fraco, entrecortado e sensação de esvaziamento vesical incompleto. Ao exame, abdome doloroso à palpação em hipogástrio. Ao toque retal, próstata estimada de 63 gramas, sem nódulo. Demais aparelhos e sistemas sem alterações dignas de nota. Veio com seguintes exames: PSA 8,0 ng/dl (VR < 4 ng/mL); creatinina 2,9 mg/dl (VR 0,7 a 1,3 mg/dL); ultrassonografia de rins e vias urinárias - ureterohidronefrose moderada bilateral. Bexiga espessada e com divertículos. Próstata de 65 gramas. Agora a conduta é:
Retenção urinária aguda + IRA pós-renal + hidronefrose bilateral → Desobstrução imediata com sondagem vesical.
O paciente apresenta retenção urinária aguda sobreposta a sintomas obstrutivos crônicos (HPB), com evidências de complicação grave como insuficiência renal aguda pós-renal e hidronefrose bilateral. A prioridade é a desobstrução imediata das vias urinárias para preservar a função renal e aliviar a dor.
A retenção urinária aguda é uma emergência urológica caracterizada pela incapacidade de esvaziar a bexiga, frequentemente associada à hiperplasia prostática benigna (HPB) em homens idosos. Sua prevalência aumenta com a idade, e a não resolução pode levar a dor intensa, infecção e, em casos graves, comprometimento da função renal. A fisiopatologia envolve a obstrução do fluxo urinário, que pode ser mecânica (HPB, estenose uretral) ou funcional (disfunção do detrusor). O diagnóstico é clínico, com bexigoma palpável, e confirmado por ultrassonografia que pode revelar hidronefrose e espessamento da parede vesical. A elevação da creatinina indica insuficiência renal aguda pós-renal, uma complicação grave que exige intervenção imediata. O tratamento inicial é a desobstrução da via urinária, geralmente por sondagem vesical com cateter de Foley. Após a desobstrução, a investigação da causa subjacente e o tratamento definitivo da HPB (medicamentoso ou cirúrgico) devem ser planejados. A monitorização da função renal e o manejo de possíveis complicações, como hematúria ex vacuo, são cruciais.
Os sinais incluem dor suprapúbica intensa, incapacidade de urinar, bexigoma palpável, e em casos complicados, elevação da creatinina e hidronefrose bilateral na ultrassonografia, indicando comprometimento renal.
A conduta inicial e prioritária é a desobstrução imediata das vias urinárias, geralmente por meio de sondagem vesical de alívio com cateter de Foley, para drenar a urina e aliviar a pressão sobre os rins.
A ureterohidronefrose bilateral indica que a obstrução está afetando ambos os rins, levando ao acúmulo de urina e aumento da pressão dentro do sistema coletor, o que pode resultar em insuficiência renal aguda pós-renal e dano renal permanente se não for tratada.
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